Após a condenação da implantação da brigada de intervenção pelo grupo rebelde M23, os conflitos entre os rebeldes e as forças armadas nacionais foram retomados na República Democrática do Congo.

Enviada especial para a Região dos Grandes Lagos na África, Mary Robinson. Foto: MONUSCO
A enviada das Nações Unidas para a Região dos Grandes Lagos da África pediu nesta terça-feira (21) que todas as partes cumpram seus compromissos em relação ao acordo recentemente adotado que tem como objetivo acabar com os conflitos e promover a paz na República Democrática do Congo (RDC) e região.
“O sofrimento e deslocamento das pessoas, especialmente de mulheres e crianças, no leste da RDC e região já foi longe demais e não pode mais ser tolerado”, disse a enviada especial do secretário-geral, Mary Robinson.
O conflito entre os rebeldes do Movimento 23 de Março (M23) e as forças armadas nacionais (FARDC) estourou novamente na manhã de segunda-feira (20), em Kibati e Rusayo, a cerca de 12 quilômetros de Goma, capital da província de Kivu do Norte.
As tensões aumentaram na região desde que o M23 condenou a implantação da brigada de intervenção dentro da Missão de Estabilização da ONU na RDC (MONUSCO), encerrando com as negociações de paz com o governo da RDC.
O Quadro de Paz, Segurança e Cooperação, mediado pela ONU, foi adotado em fevereiro com o apoio de 11 países e quatro organizações internacionais e tem como objetivo acabar com os ciclos dos conflitos e crises no leste da RDC, além de promover a paz, que há muito tempo não existe na região.