Real está depreciado em relação a, virtualmente, todas as outras moedas. Já a China, a Índia e a África do Sul tiveram crescimento expressivo no volume de pessoas viajando para fora do país.

Fortalecimento do dólar norte-americano fez com que número de turistas visitando os Estados Unidos apresentasse crescimento modesto entre janeiro e agosto desse ano. Foto: WikiCommons / chensiyuan
Durante os oito primeiros meses de 2015, o número de turistas viajando pelo mundo chegou a 810 milhões, segundo informações da Organização Mundial do Turismo (OMT) divulgadas nesta sexta-feira (30). O valor representa um aumento de 33 milhões de pessoas (4,3%) em relação ao mesmo período do ano passado. Para os brasileiros, porém, o cenário internacional não é promissor.
De acordo com o Barômetro Mundial do Turismo das Nações Unidas, o Brasil, ao lado da Rússia, é um dos países emergentes cujos gastos com turismo apresentaram uma queda. O desempenho negativo é um reflexo da depreciação do rublo (moeda russa) e do real frente a, virtualmente, todas as outras moedas, além de ser provocado por restrições econômicas internas, aponta a OMT.
A situação de outras nações em desenvolvimento é muito distinta das conjunturas russa e brasileira. China, África do Sul, Índia e Egito apresentaram aumento de dois dígitos nas despesas com viagens para fora de seus territórios. A expansão do mercado chinês beneficiou, principalmente, o Japão, a Tailândia, os Estados Unidos e diferentes destinos europeus.
A Europa permanece a região mais visitada do mundo. A OMT registrou um aumento de 5% no volume de chegadas internacionais de turistas, entre janeiro e agosto de 2015, índice considerado “robusto” e “notável” para uma área madura no mercado de turismo.
Nas Américas, o fortalecimento do dólar norte-americano estimulou viagens para fora dos Estados Unidos, em especial para o Caribe e a América Central, regiões com a maior taxa de crescimento em todo o continente (7%). O mercado sul-americano apresentou aumento mais modesto (4%).
Embora tenha promovido ganhos para essas áreas, a valorização da moeda estadunidense provocou a redução do crescimento do turismo rumo ao país, que permanece positivo (3%), mas não tão expressivo.
No resto do mundo, a Ásia e o Pacífico, assim como o Oriente Médio, tiveram crescimento de 4%, ao passo que, para a África, estima-se uma redução de 5%. O norte do continente teria sofrido uma queda de 10% e a África subsaariana, um decréscimo de 3%, embora a falta de dados impeça projeções mais precisas.