Ban Ki-moon também afirmou que “as normas contra o uso e a posse de armas biológicas continuam fortes e atualmente nenhum país diz possuir esse tipo de material”.

Armas recolhidas na Líbia. Foto: ONU/ Giovanni Diffidenti
Apesar dos progressos alcançados pela comunidade internacional contra a ameaça das armas biológicas, o mundo deve continuar a manter-se vigilante, disse nesta quinta-feira (26) o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, no 40º aniversário da Convenção sobre Armas Biológicas da ONU, que entrou em vigor em 1975.
Ban também afirmou que “as normas contra o uso e a posse de armas biológicas continuam fortes e atualmente nenhum país diz possuir esse tipo de material”. No entanto, acrescentou, os Estados-membros têm de permanecer conscientes da ameaça iminente que tais armamentos representam para a humanidade e continuar se esforçando para eliminá-los.
“O surto de ebola na África Ocidental demonstra os danos que doenças podem causar e esses danos podem aumentar de forma maciça quando doenças são usadas como armas. Por outro lado o surto também demonstra o compromisso da comunidade internacional em responder a tais ameaças, sejam naturais ou deliberadas”, disse Ban, que também afirmou que a epidemia de ebola mostrou o papel vital da ciência na criação de melhores defesas.