A desnutrição infantil é uma das mais altas do mundo, e quase metade das crianças menores de 5 anos, em torno de 2 milhões de pessoas, sofrem de crescimento reduzido.

A pobreza no Iêmen atinge metade da população do país. Foto ONU/Evan Schneider
A subsecretária-geral da ONU para assuntos humanitários, Valerie Amos, e a diretora executiva do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Ertharin Cousin, pediram que a comunidade internacional intensifique o apoio financeiro para ajudar a situação crônica de insegurança alimentar no Iêmen, onde cerca de 10 milhões de pessoas estão passando fome.
“As pessoas precisam de comida, água, educação e saúde, mas elas também querem saber se há investimentos para garantir o seu futuro”, disse Amos na quinta-feira (12).
Mais de 10 milhões de iemenitas – quase metade da população do país – ou estão com fome ou à beira da fome. A desnutrição infantil está entre as mais altas do mundo, com cerca de metade das crianças menores de 5 anos de idade, em torno de de 2 milhões de pessoas, sofrendo de crescimento reduzido.
Amos e Cousin visitaram o Iêmen e pediram aos países, particularmente aqueles na região do Golfo, para intensificar os esforços humanitários. Lá, elas se encontraram com membros do governo e da sociedade civil.
Este ano, o PMA pretende fornecer assistência alimentar para quase 5 milhões de pessoas em 16 províncias iemenitas. “Estamos trabalhando para garantir que as famílias sejam capazes de cuidar de suas próprias necessidades alimentares através da geração de empregos, treinamento para cultivar os alimentos e outras atividades geradoras de renda”, disse Cousin.
O Iêmen enfrenta múltiplas crises humanitárias. Com uma população de 24 milhões de habitantes, mais da metade precisa de alguma forma de ajuda humanitária e não tem acesso à água potável e saneamento adequado. Um milhão de crianças sofrem de desnutrição aguda.