O jazz tem desafiado quase todas as tentativas de definição. O crítico musical John Fordham pode ter chegado mais perto quando descreveu a música de Miles Davis como “o som da batida do coração, da respiração ofegante, do sorriso súbito”.
Mensagem da diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, por ocasião do Dia Internacional do Jazz, 30 de abril de 2012.

Martin Luther King Jr. disse certa vez que “jazz expressa a vida”. Este é o espírito do primeiro Dia Internacional do Jazz. O jazz tem desafiado quase todas as tentativas de definição. O crítico musical John Fordham pode ter chegado mais perto quando descreveu a música de Miles Davis como “o som da batida do coração, da respiração ofegante, do sorriso súbito”.
Jazz é música de criatividade sem limites. Composição de mistura e improvisação, o formal e o informal, que se renova cada vez que é tocado. Nascido nos Estados Unidos, o jazz é de propriedade do mundo. Enraizado nas tradições africanas e desenhado nas formas europeias, recebeu novos formatos em culturas de todo o mundo. O jazz aproveita ao máximo a diversidade do mundo, atravessando facilmente as fronteiras e aproximando as pessoas.
O jazz tem sido uma força para a transformação social positiva ao longo de sua história, e permanece assim até hoje. É por isso que a UNESCO criou o Dia Internacional do Jazz. Desde suas raízes na escravidão, esse gênero musical tem levantado uma voz apaixonada contra todas as formas de opressão. Ele fala uma linguagem de liberdade que é significativa para todas as culturas. Os mesmos objetivos que orientam a UNESCO em seus esforços para construir pontes de diálogo e entendimento entre todas as culturas e sociedades. Trabalhamos com os governos e as sociedades e também com artistas, incluindo Herbie Hancock, Embaixador da Boa Vontade da UNESCO. Tirar o máximo da diversidade cultural é uma tarefa que todos nós compartilhamos.
É por isso que este primeiro Dia Internacional do Jazz será comemorado com shows em todo o mundo, de Muscat até Moscou, Yerevan até Havana, Paris e Nova York até Nova Orleans. Cada um desses concertos vai mostrar o poder do jazz para aumentar a dignidade humana, respeito e paz. É o momento de compartilhar as maravilhas que vêm do som da batida do coração, da respiração ofegante, do sorriso súbito. Jazz conecta pessoas, culturas e o mundo. Esta é a nossa mensagem.
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