Dia Mundial de Higiene das Mãos: OMS alerta profissionais de saúde sobre riscos de contaminação

Organização Mundial da Saúde afirma que mais da metade das infecções poderiam ser evitadas se profissionais de saúde limpassem adequadamente as mãos na hora de cuidar dos pacientes.

Lavar as mãos previne centenas de infecções. Foto: UNECE

Lavar as mãos previne centenas de infecções. Foto: UNECE

Centenas de milhões de infecções poderiam ser evitadas se os profissionais de saúde, pacientes e suas famílias lavassem as mãos com álcool gel ou água e sabão depois de tocar os enfermos e os utensílios que estão próximos a eles, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) no domingo (5), Dia Mundial de Higiene das Mãos.

A campanha da OMS “SALVE VIDAS: limpe suas mãos” recomenda que as pessoas lavem suas mãos durante cinco momentos-chave: antes de tocar o paciente; antes de procedimentos de limpeza e assepsia; após contato com fluidos corporais; depois de tocar um paciente e após tocar o ambiente do paciente.

Desde que foi lançada em 2009, mais de 15,7 mil estabelecimentos de saúde com mais de 9 milhões de profissionais em 168 países se inscreveram na iniciativa.

“Infecções associadas a cuidados de saúde geralmente ocorrem quando germes são transferidos pelas mãos dos profissionais de saúde em contato com o paciente”, disse a OMS, acrescentando que muitas vezes a contaminação pode levar a sofrimento físico e psicológico e até mesmo à morte de pacientes, além de perdas financeiras aos sistemas de saúde.

De cada cem pacientes hospitalizados, pelo menos sete em países desenvolvidos e dez nos países em desenvolvimento adquirem uma infecção associada a cuidados de saúde. Entre pacientes nas unidades de tratamento intensivo, a contaminação chega a aproximadamente 30%.

As mais comuns incluem trato urinário e infecções em salas cirúrgicas, pneumonia e infecções da corrente sanguínea. Mais da metade delas poderiam ser evitadas se os profissionais de saúde higienizassem adequadamente as mãos nos momentos-chave de cuidar dos pacientes.

A agência também divulgou uma pesquisa em parceria com o Centro Colaborador em Segurança do Paciente, do hospital universitário de Genebra, que diz que a participação do paciente é fundamental para evitar a contaminação. Segundo a publicação, ele deve cobrar do profissional de saúde se suas mãos foram lavadas antes dele receber seus cuidados.