Dia Mundial do Doador de Sangue ressalta importância do ato na preservação da vida, diz OMS

Data comemorada no dia 14 de junho busca convencer os Ministros da Saúde dos países a se comprometer em alcançar a autossuficiência de sangue por meio de 100% da doação voluntária não remunerada.

Data comemorada no dia 14 de junho busca convencer os Ministros da Saúde dos países a se comprometer em alcançar a autossuficiência de sangue por meio de 100% da doação voluntária não remunerada.

Casal está entre as 500 pessoas que doarão sangue no Festival da Primavera Rosa, em Hanói, Vietnã. Foto: Instituto Nacional de Hematologia e Transfusão de Sangue do Vietnã

Casal está entre as 500 pessoas que doarão sangue no Festival da Primavera Rosa, em Hanói, Vietnã. Foto: Instituto Nacional de Hematologia e Transfusão de Sangue do Vietnã

Nesta sexta-feira (14), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) celebram o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em todo o mundo são organizadas ações e eventos que objetivam conscientizar a população sobre a necessidade de se doar sangue e, em especial, agradecer aos milhões de doadores voluntários pela sua generosidade em contribuir para salvar a vida de inúmeras pessoas.

O tema da campanha da OPAS/OMS – “Dê um presente de vida: doe sangue” – tem como objetivo promover a ação voluntária não remunerada e convencer os Ministros da Saúde dos países a se comprometer em alcançar a autossuficiência de sangue por meio de 100% da doação voluntária sem intenção de lucro.

Este ano a França será o país sede mundial do Dia do Doador de Sangue e na região das Américas será a Jamaica. A OPAS e a OMS disponibilizam o material da campanha de 2013 em espanhol e em inglês.

Segundo a OMS, no Brasil a doação de sangue ocorre nos serviços de hemoterapia públicos e privados, onde são realizadas aproximadamente 3,7 milhões de coletas de sangue por ano.

Os serviços de hemoterapia públicos são responsáveis por 64% da coleta de sangue na nação sul-americana, seguidos dos serviços credenciados ao Sistema Único de Saúde (SUS), que respondem por 29%, e dos serviços exclusivamente privados que contribuem com 7%.

Analisando-se exclusivamente o SUS, no ano de 2010, a distribuição percentual das coletas de sangue apresentou-se da seguinte forma: serviços públicos em 68% e serviços privados contratados em 32%.

De acordo com a OMS, a Hemorrede Nacional necessita manter os estoques adequados de sangue para atender as demandas pela necessidade de hemocomponentes nos serviços ambulatoriais e hospitalares do SUS.

A partir dos 16 anos de idade, os cidadãos podem doar sangue nos postos fixos dos hemocentros da própria unidade federada, como também realizar a coleta de sangue nas equipes móveis disponibilizadas em locais definidos pelos serviços de hemoterapia.

Serviço

Para doar sangue é preciso: estar em boas condições de saúde; ter entre 16 e 67 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos precisam de documentos e formulário de autorização); pesar no mínimo 50kg; estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas); estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação); apresentar documento original com foto emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social).

Impedimentos temporários: resfriado — aguardar 7 dias após desaparecimento dos sintomas; gravidez (90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana); amamentação (se o parto ocorreu há menos de 12 meses); ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação; tatuagem nos últimos 12 meses; situações nas quais há maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis — aguardar 12 meses. Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará Rondônia, Roraima e Tocantins são estados onde há alta prevalência de malária. Quem esteve nesses estados deve aguardar 12 meses.

Impedimentos definitivos: hepatite após os 11 anos de idade (*); evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue;hepatites B e C, aids (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e doença de chagas; uso de drogas ilícitas injetáveis e malária.

(*) Hepatite após o 11º aniversário: recusa definitiva; hepatite B ou C após ou antes dos 10 anos: recusa definitiva; hepatite por medicamento: apto após a cura e avaliado clinicamente; hepatite viral (A): após os 11 anos de idade, se trouxer o exame do diagnóstico da doença, será avaliado pelo médico da triagem.

Respeitar os intervalos para doação: homens 60 dias: até 4 doações por ano. Mulheres 90 dias: até 3 doações por ano.