Com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde, iniciativa amplia o número de médicos nas regiões com maior vulnerabilidade social e aprimora a formação desses profissionais no país.

A presidenta Dilma Rousseff sancionou lei que institui o Programa Mais Médicos. Da esquerda para a direita, Dilma Rousseff; o médico cubano Juan Delgado; e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Foto: Agência Brasil/Antonio Cruz
A presidenta da Brasil, Dilma Rousseff, sancionou nesta terça-feira (22) no Palácio do Planalto a lei que institui o Programa Mais Médicos.
A iniciativa quer ampliar o número de médicos nas regiões com maior vulnerabilidade social, bem como aprimorar a formação desses profissionais no país. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, somente em setembro os profissionais do ‘Mais Médicos’ realizaram 320 mil consultas.
Visando à cobertura universal e o controle e erradicação de doenças, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) vem apoiando o Ministério da Saúde na implementação do Programa. Este apoio inclui o suporte técnico à ampliação da estratégia da atenção primária de saúde e da melhoria da estrutura da rede de serviços de saúde, além da avaliação da cooperação técnica neste campo específico.
Pela função de articulador que exerce entre os países da região das Américas, a OPAS colabora para a disseminação e intercâmbio de experiências realizadas por distintos países do continente no campo da saúde, particularmente sobre a distribuição de profissionais de saúde em áreas de difícil provimento.
De acordo com o último balanço divulgado pelo ministério, 1.020 médicos já estão trabalhando, sendo 577 formados no Brasil e 443 com diploma estrangeiro. Um total de 577 municípios e 3,5 milhões de pessoas são atendidas por meio do Mais Médicos, de acordo com o órgão. Mais 2.597 profissionais, da segunda etapa do programa, devem iniciar as atividades ainda neste mês.