Diminuir fluxo de armas é crucial para segurança da África Central, diz Secretário-Geral

Ban Ki-moon defende em mensagem nesta quinta-feira (08/12) que reduzir armas ajuda na luta contra a pirataria, além de prevenir ataques terroristas e tensões eleitorais na região.

Reduzir o fluxo de armas ilícitas na África Central pode ajudar na redução da pirataria no Golfo da Guiné, interromper as atividades de grupos armados, como o Exército de Resistência do Senhor (LRA), além de prevenir ataques terroristas e tensões em períodos eleitorais na região.

Essa afirmação faz parte da mensagem do Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, lida na última quinta-feira (08/12) pelo seu Representante Especial para África Central, Abou Moussa, na 33a reunião do Comitê Permanente Consultativo das Nações Unidas para Questões de Segurança na África Central, realizado em Bangui, capital da República Centro-Africana.

No documento, Ban defendeu o progresso feito pelo Comitê, incluindo a criação da Convenção da África Central sobre armas leves e de pequeno porte aprovada no ano passado. Conhecida como Convenção de Kinshana, ela visa regular armas de pequeno porte, combater seu comércio ilegal e tráfico na região.

Também foi citada a formulação da Declaração de São Tomé sobre a posição em comum da África Central para o processo do Tratado de Comércio de Armas,  assinado em março deste ano.