Diplomatas discutem desafios na carreira em encontro promovido pela ONU Mulheres

Apesar dos progressos nos últimos anos, mulheres na diplomacia afirmaram que ainda há um grande caminho a percorrer em termos numéricos no serviço diplomático, em carreiras de apoio e em cargos de chefia.

Encontro teve a presença das Embaixadoras de Barbados, Cuba, El Salvador, Estados Unidos, Guiné Bissau, Jamaica, México, Nicarágua e Noruega, bem como representantes da ONU e governo. Foto: Amanda Talamonte/ONU Mulheres

Encontro teve a presença das Embaixadoras de Barbados, Cuba, El Salvador, Estados Unidos, Guiné Bissau, Jamaica, México, Nicarágua e Noruega, bem como representantes da ONU e governo. Foto: ONU Mulheres/Amanda Talamonte

A ONU Mulheres realizou um encontro estratégico entre Mulheres Diplomatas nesta quarta-feira (09). O evento reuniu embaixadoras, secretárias, ministras e representantes da ONU no Brasil com o objetivo de compartilhar experiências de seus países ou instituições sobre os desafios e boas práticas para aumentar e fortalecer a participação de mulheres nesses cargos.

As diplomatas concordaram que têm testemunhado grandes progressos nos últimos anos, porém ainda há um grande caminho a percorrer, tanto em termos numéricos no serviço diplomático quanto em carreiras de apoio, mas também em cargos de chefia, já que a porcentagem de mulheres que ocupam cargos diretores é, ainda, muito pequena.

Dentre os impedimentos mencionados pelo grupo, está o desafio que as mulheres enfrentam de conciliar a ocupação diplomática com a vida familiar e, por isso, destacaram a importância de que as instituições apoiem em encontrar soluções para que elas possam seguir suas carreiras.

Foi discutida, ainda, a necessidade de construir uma maior sensibilidade para a questão racial, além de encontrar soluções para o problema da discriminação. Uma estratégia é o incentivo às mulheres jovens para que se tornem agentes de mudança, levando em conta que esse tipo de transformação é difícil porque mexe com mentalidades e culturas que já estão enraizadas nas pessoas. Três eixos importantes de trabalho foram identificados: liderança, recrutamento e capacitação, especialmente realizando oficinas de mentorias e buscando profissionais em universidades que melhor representam a diversidade dos países.

A troca de experiências foi tida como enriquecedora na busca de maneiras de aumentar a participação das mulheres na carreira diplomática, que agora conta com um espaço criado pelo Itamaraty para a articulação de mulheres de todos os ramos.

Estavam presentes na reunião as embaixadoras de Barbados, Cuba, El Salvador, Estados Unidos, Guiné Bissau, Jamaica, México, Nicarágua e Noruega, bem como a chefe da assessoria Internacional da SPM, as Representantes do Escritório da ONU de Serviços para Projetos (UNOPS), o Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) e ONU Mulheres e ministras e embaixadoras do Ministério da Justiça e de Relações Exteriores.