Na opinião de Chaloka Beyani, especialista em direitos humanos, “as necessidades das Pessoas Deslocadas Internamente continuam a ser atrozes”.
Pessoas Deslocadas Internamente (PDI) na Costa do Marfim precisam de soluções duradouras baseadas nos direitos humanos para capacitá-las a reconstruir suas vidas, disse hoje (31) o Relator Especial para os Direitos Humanos de Pessoas Deslocadas Internamente, Chaloka Beyani, depois de uma visita de nove dias ao país. “As necessidades das PDI continuam a ser atrozes”.
“Muitas PDI retornaram para suas áreas de origem ou foram integradas localmente às comunidades acolhedoras que, elas próprias, lutam e têm pouco ou nenhum recurso para recebê-las”. Para Beyani, o Governo avançou no restabelecimento da lei e da ordem e n ajuda do retorno das PDI para suas casas, mas ainda precisa fornecer proteção e assistência continuada, incluindo oportunidades de subsistência.
“PDI têm recorrido a viver em áreas precárias de assentamentos informais urbanos, inclusive em Abidjan, onde elas podem estar sujeitas a expulsão”, disse o Relator Especial. “É fundamental que elas sejam apoiadas na reconstrução de suas vidas, encontrando soluções sustentáveis em seus locais de retorno, na integração local ou no reassentamento, e participando no processo de reconciliação”, completa.