Diretor da OIT pede que economia priorize necessidades sociais

Juan Somavia defende geração de empregos especialmente para jovens, redução da pobreza e do trabalho informal, crescimento da classe média e acesso igualitário a oportunidades.

O Diretor-Geral da Organização Internacional Trabalho (OIT), Juan Somavia, afirmou na quarta-feira (06/06) que os modelos de crescimento econômico dão muita atenção às finanças e pouca à sociedade. “A ideologia desempenhou um papel demasiado importante na definição das políticas enquanto que a sensibilidade pelos indivíduos, as famílias e as comunidades foi insuficiente.”

Emprego será um dos temas discutidos na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Serão discutidas na Conferência novos modelos para medir o progresso econômico que vá além do Produto Interno Bruto (PIB) e formas de gerar empregos e crescimento mais sustentáveis.

Somavia defendeu que o crescimento não pode continuar sendo o critério fundamental da economia mundial. Criar novos empregos, particularmente para os jovens, reduzir a pobreza e o trabalho informal, promover o crescimento da classe média, bem como oferecer um acesso equitativo às oportunidades, deveriam ser os indicadores para medir o êxito econômico.

O Diretor-Geral acrescentou que o atual período de crise pode ser um momento de criatividade pontecial para que líderes redefinam suas prioridades. “A possibilidade de ter que viver alguns anos a mais de crise ou que a recuperação econômica seja fraca está despertando as consciências.”