O chileno Juan Somavia anunciou que exercerá suas funções até o segundo semestre de 2012, quando deixará o cargo para atender a “importantes razões familiares”.
O Diretor-Geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Juan Somavia, anunciou que exercerá suas funções até o segundo semestre de 2012, atendendo a importantes razões familiares. Somavia, eleito para um terceiro mandato até março de 2014, comunicou sua decisão ao Conselho de Administração da OIT mediante uma carta onde fixa a data de 30 de setembro do próximo ano como fim de seu período à frente da Organização.
O anúncio, realizado com um ano de antecipação, deverá colocar em marcha os mecanismos pertinentes da OIT para eleger quem sucederá Somavia.
Somavia assinalou sentir “a necessidade interior” de dar esse passo já que, depois de nove anos como embaixador do Chile nas Nações Unidas em Nova York e dos mais de treze anos que cumprirá conduzindo a OIT, estima ser necessário “regressar à casa” e estar mais perto de sua família.
O atual Diretor-Geral, de nacionalidade chilena e o primeiro representante de um país em desenvolvimento a chegar ao cargo, levantou a tese do trabalho decente como conceito central das estratégias da Organização sob seu comando. Em sua carta, sublinha que a OIT e suas propostas “têm recebido um apoio político cada vez mais forte”.
“Temos muitas tarefas para executar no ano que vem pela frente. O momento nos chama a trabalhar duro”, disse, ao comunicar sua decisão aos funcionários da OIT.
Nos últimos meses, o condutor da OIT insistiu na necessidade de uma “Nova Era de Justiça Social”, questão que colocou na 100ª Conferência Internacional da OIT, em junho passado. O mesmo tema foi reiterado há alguns dias perante o Fundo Monetário Internacional (FMI) em sua fala em Washington e na Conferência de Ministros do Trabalho realizada em Paris na semana passada, sob o comando do presidente Nicolás Sarkozy, como líder do G20.
Até sua partida, Somavia tem a tarefa de liderar o trabalho da OIT para suas Conferências Regionais na África e na Ásia e participar da Cúpula do G20. Ele também conduzirá os trabalhos para a Conferência Internacional do Trabalho de junho de 2012, cuja agenda incluirá a situação do emprego juvenil, a proteção social e os direitos dos trabalhadores no contexto da crise econômica global. Do mesmo modo, impulsionará a aplicação do Pacto Mundial para o Emprego, aprovado pela OIT em 2009 como plataforma de ação frente à crise financeira internacional.