Diretora da UNESCO condena sexto assassinato de jornalistas em Honduras este ano

Diretora da agência das Nações Unidas encarregada de defender a liberdade de imprensa condenou ontem (21) o assassinato de um jornalista em Honduras, o sexto profissional de mídia morto na nação centro-americana até agora este ano.

A diretora da agência das Nações Unidas encarregada de defender a liberdade de imprensa condenou ontem (21) o assassinato de um jornalista em Honduras, o sexto profissional de mídia morto na nação centro-americana até agora este ano. Luis Antonio Chévez Hernández, de 22 anos, era apresentador da Rádio W105 e foi assassinado na cidade noroeste de San Pedro Sula no último dia 13 de abril.

Irina Bokova, Diretora Geral da UNESCO. Foto: UN/Mark Garten
Irina Bokova, Diretora Geral da UNESCO. Foto: UN/Mark Garten.

Estou seriamente preocupada com repetidos ataques a jornalistas em Honduras e confiante de que as autoridades não pouparão esforços na identificação das pessoas por trás desses crimes”, afirmou Irina Bokova, Diretora-Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). “É importante para a estabilidade e para o Estado de Direito que os profissionais de mídia no país sejam capazes de exercer o direito de liberdade de expressão, sem temer por suas vidas”.

Repórteres Sem Fronteiras, uma organização não-governamental (ONG), disse que, com a morte de Hernández, chega a seis o número total de jornalistas mortos em Honduras este ano. O grupo classificou Honduras e México como os países ocidentais mais perigosos para os jornalistas.

Em março, a UNESCO divulgou relatório concluindo que um número crescente de jornalistas são mortos em todo o mundo, principalmente nos países que não enfrentam conflitos civis, e apelou para o fim da impunidade em relação aos assassinatos de profissionais da mídia.

No ano passado, foi estabelecido um novo recorde, com 77 assassinatos relatados pela agência. O número elevado se deve em parte ao assassinato de cerca de 30 jornalistas em um único dia, durante uma emboscada nas Filipinas no dia 23 de novembro de 2009. “Infelizmente, a frequência de atos de violência contra jornalistas é crescente. (…) Na maioria dos casos, é grande a impunidade. Se esta tendência prevalecer, os jornalistas continuarão a ser alvos fáceis. Evidentemente que isto representa uma grave ameaça à liberdade de expressão e à nossa capacidade de buscar a verdade”, concluiu o relatório, disponível aqui.