Diretora da UNESCO denuncia assassinato de comunicadores em Honduras e na Somália

Manuel Murillo Varela e Mohamed Mohamud foram mortos devido às suas atividades no campo da comunicação. “Tais atos não podem ficar impunes”, disse Irina Bokova.

Diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova. Foto: ONU/Amanda Voisard

Diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova. Foto: ONU/Amanda Voisard

A diretora-geral da UNESCO, agência das Nações Unidas encarregada de defender a liberdade de imprensa em todo o mundo, denunciou nesta quarta-feira (30) o assassinato do cinegrafista hondurenho Manuel Murillo Varela, encontrado morto a tiros na semana passada na capital, Tegucigalpa.

Na terça-feira (29), Irina Bokova alertou também para o assassinato do jornalista de televisão Mohamed Mohamud, que foi morto a tiros na capital, Mogadíscio.

“Tais atos não podem ficar impunes”, destacou Bokova. “Exorto as autoridades a investigar exaustivamente (os crimes) e levar os responsáveis à justiça.”

Varela, de 32 anos, trabalhava como cinegrafista oficial de várias personalidades públicas e, mais recentemente, para a Globo TV, canal local.

De acordo com a IFEX, uma organização não governamental de defesa da liberdade de expressão, Varela havia sido sequestrado e torturado em 2010 por homens que buscavam material em vídeo do profissional. Desde então, ele estava sob proteção especial. Manuel Murillo Varela é o oitavo jornalista hondurenho cuja morte foi registrada pela UNESCO desde 2012.

Já o jornalista somali Mohamed Mohamud se junta, segundo a agência da ONU, à “longa lista de profissionais de mídia somalis que pagaram com suas vidas o direito de defender o acesso a informação”.

Mohamud, de 26 anos, também era conhecido como Tima’ade. Ele trabalhou para a Universal TV, um canal de televisão privado com sede no Reino Unido voltado para a diáspora somali. Ele foi baleado seis vezes por desconhecidos perto de sua casa, no distrito de Wadajir, no último dia 26 de outubro.

“A liberdade de expressão é a base da sociedade democrática. Apelo às autoridades para fazer todo o possível para assegurar que os jornalistas possam trabalhar em melhores condições de segurança”, declarou Bokova.