Cúpula Global das Mulheres, em São Paulo, promove maior igualdade para as mulheres no mercado de trabalho. Evento começa nesta quinta-feira (14) e conta com a participação da espanhola Arancha González.

Apesar dos avanços, mais esforços são necessários para promover uma melhora econômica para as mulheres em todo o mundo. Foto: EBC/Victor1558/Creative Commons
Em visita ao Brasil, a diretora executiva do Centro Internacional de Comércio da ONU, Arancha González, colocará em debate a falta de progresso nos direitos econômicos das mulheres, que, segundo ela, representa um dos maiores desafios pendentes no século 21.
González participará da Cúpula Global das Mulheres, que reúne os setores privado e público, bem como organizações sem fins lucrativos para promover um maior acesso econômico para as mulheres baseado em soluções e estratégias de mulheres líderes mundiais. O evento começará nesta quinta-feira (14) em São Paulo.
Segundo González, há 20 anos as nações se comprometeram a buscar maior igualdade de gênero ao unir-se à Declaração de Pequim. No entanto, apesar dos avanços conquistados, o mundo precisa dar passos mais longos para promover a igualdade e reconhecer que o investimento nas mulheres beneficia toda a sociedade.
“Quais são os três pontos que aprendemos nos últimos 20 anos? Um é que o comércio é um enorme canal para proporcionar oportunidades econômicas para as mulheres. O segundo é que as mulheres são as mais pobres entre os pobres, por isso dentro dos assuntos não finalizados dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio se encontra o empoderamento das mulheres”, disse em entrevista à Rádio ONU.
O terceiro e mais importante ponto, destacou González, recaí na evidência econômica de que investir nas mulheres é algo rentável. “Para cada dólar investido no empoderamento econômico das mulheres, recebemos sete dólares em educação, em cuidados de saúde e em redução da pobreza”, concluiu.
O Centro Internacional de Comércio da ONU trabalha há mais de 40 anos para ajudar empresas de países em desenvolvimento a aumentar sua competitividade nos mercados mundiais. Uma de suas metas é contribuir para a redução da pobreza mediante o estímulo ao comércio. O Centro trabalha em coordenação com as Nações Unidas, através da Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) e a Organização Mundial do Comércio (OMC).