Diretora-geral da OMS: não há negociação com a indústria do tabaco

Falando para a Assembleia Mundial de Saúde, Margaret Chan afirmou que, para aumentar seu lucro, indústrias de medicamentos, alimentos, bebidas alcoólicas e bebidas açucaradas não estão cooperando na luta contra as doenças crônicas.

Diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan. Foto: OMS/Pierre Albouy

Diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan. Foto: OMS/Pierre Albouy

A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, abriu a 66ª Assembleia Mundial de Saúde no início desta semana ressaltando a sua preocupação com as grandes indústrias que, devido a pressões políticas, não estão colaborando para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Segundo Chan, para aumentar seu lucro, as indústrias produtoras de medicamentos, alimentos, bebidas alcoólicas e bebidas açucaradas não estão cooperando na luta contra as doenças crônicas.

Sabendo da importância que as doenças crônicas terão na chamada agenda pós-2015, Chan disse estar aberta a negociações com as indústrias alimentícias, farmacêuticas e de bebidas açucaradas e alcoólicas. Porém, a chefe da OMS impossibilitou qualquer tipo de discussão com a indústria do tabaco.

Além da preocupação com a postura das grandes indústrias, Chan também enalteceu o sucesso alcançado no controle de grandes endemias (HIV, malária e tuberculose) e pandemias (SARS e Influenza A H1N1). Ela também reforçou que a saúde pública merece prioridade em meio aos desafios globais.