Somente na semana passada, cinco jornalistas morreram na República Centro-Africana, na Tanzânia e no Paquistão.

A Diretora-Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, condenou, na terça-feira (15), assassinatos de jornalistas na República Centro-Africana, na Tanzânia e no Paquistão.
Bokova denunciou a morte da jornalista Elisabeth Blanche Olofio, que perdeu a vida depois que rebeldes invadiram sua estação de rádio comunitária, a Rádio “Bé-Oko”, na terça-feira (8) na cidade de Bambari na República Centro-Africana. O país africano está enfrentando um surto de violência desde o mês passado, com várias cidades sob domínio de grupos rebeldes armados e milhares de pessoas deslocadas.
Na Tanzânia, outro jornalista de rádio, Issa Ngumba, foi encontrado morto, também no dia 8 de janeiro. Ele estava desaparecido há três dias e foi descoberto na Floresta de Kajuhuleta, exibindo sinais de estrangulamento ou enforcamento. Ele é o segundo jornalista encontrado morto no país nos últimos seis meses. A chefe da UNESCO condenou o crime e pediu investigações.
No Paquistão, uma série de atentados com bombas na cidade de Quetta na sexta-feira (11) mataram pelo menos 100 pessoas e feriram pelo menos 200, incluindo três jornalistas. No atentado morreram Imran Shaikh, um cinegrafista de notícias para Samaa TV, Saif-ur-Rehman, um repórter da mesma TV e Mohammad Iqbal, um fotógrafo da agência de notícias News Network International (NNI). Bokova expressou suas condolências ao povo paquistanês. “Os ataques com bombas em Quetta na última sexta-feira, que miraram civis e serviços de resgate e mídia, foram particularmente chocantes”, disse a Diretora-Geral da UNESCO, que espera que os responsáveis pelos crimes sejam levados à justiça.