“As empresas de mídia devem treinar seus funcionários sobre como trabalhar em ambientes perigosos, enquanto as forças de segurança e o público em geral devem se conscientizar sobre as condições particulares dos jornalistas durante eventos, como a manifestação na qual Ilídio Andrade foi agredido”, afirmou Irina Bokova.

O cinegrafista Santiago Ilídio Andrade. Foto: Divulgação/Rede Bandeirantes
A diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, condenou nesta quinta-feira (13) a morte do repórter de TV Santiago Ilídio Andrade, ocorrida em 10 de fevereiro, no Rio de Janeiro.
“Estou profundamente preocupada com a morte de Santiago Ilídio Andrade”, disse a diretora-geral. “O assassinato de jornalistas é um duro golpe para a sociedade como um todo. Devem ser tomadas medidas para melhorar a segurança dos profissionais de comunicação social que reportam cenas potencialmente perigosas.”
“As empresas de mídia devem treinar seus funcionários sobre como trabalhar em ambientes perigosos, enquanto as forças de segurança e o público em geral devem se conscientizar sobre as condições particulares dos jornalistas durante eventos, como a manifestação na qual Ilídio Andrade foi agredido”, concluiu Bokova.
Ilídio Andrade, repórter da rede de televisão Bandeirantes, foi ferido por um explosivo em 6 de fevereiro, enquanto filmava o confronto entre a polícia e manifestantes que protestavam contra o aumento de tarifas do transporte público. O jornalista foi levado ao hospital, onde morreu devido às graves lesões que sofreu.
Desde 1º de janeiro de 2013, a diretora-geral da UNESCO condenou seis assassinatos de jornalistas no Brasil. Seus depoimentos foram postados em uma página do portal da UNESCO dedicada a assassinatos de jornalistas (acesse aqui).
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