Representantes de diferentes esferas do esporte se reuniram em Moscou, Rússia, para discutir a prevenção e o combate ao racismo e à discriminação no futebol.
O esporte é uma das poucas atividades humanas que cruza todas as fronteiras, disse o alto comissário para os Direitos Humanos Zeid Ra’ad Al-Hussein. Ele pode criar esperança, influenciar governos e pessoas e até mesmo quebrar as barreiras raciais completou o representante durante sua participação em uma reunião em Moscou, Rússia, sobre a prevenção e o combate ao racismo e à discriminação no futebol como parte das preparações para a Copa do Mundo de 2018.
“Na melhor das hipóteses, o esporte é inclusivo, de coração generoso e, fundamentalmente, multicultural. Contudo, a discriminação é muito comum, dentro e fora do campo. Mais e mais atores envolvidos em esportes de alto nível já perceberam que a sua responsabilidade não se limita ao campo, à quadra e à pista. Federações internacionais e regionais, clubes, ligas e associações juvenis estão trabalhando para erradicar o racismo e a discriminação”, declarou Zeid.
De acordo com o ministro do esporte da Rússia, Vitaly Mutko, não é possível resolver este problema através dos esforços de um só país. “Temos de lidar constantemente com esta questão. Estamos prontos para compartilhar a experiência acumulada e as melhores práticas internacionais são muito importante para nós. Nosso objetivo comum é a elaboração de medidas para reforçar a luta contra as manifestações de discriminação no esporte e na sociedade”.
Muitos casos de racismo foram vistos em diversos esportes e países nos últimos anos. Em abril de 2014, o brasileiro Daniel Alves, jogador do Barcelona e da seleção brasileira, foi alvo de racismo em um jogo do campeonato espanhol, quando uma banana foi atirada em sua direção. O caso ganhou destaque pela reação do atleta, que, antes de dar sequência ao jogo, comeu a fruta que havia sido jogada como forma de ironizar seu agressor.
