Disputa entre rebeldes deixa 100 mil deslocados na República Democrática do Congo, alerta ACNUR

Esses refugiados, em sua maioria agricultores de subsistência, procuram abrigo na província de Kalehe, no Kivu do Sul, e na vila de Bunyakiri, ambas da RDC.

Embates dos últimos quatro meses entre os rebeldes das Forças Democráticas de Libertação de Ruanda (FDLR, na sigla em inglês) e da milícia Maï Maï forçaram mais de 100 mil pessoas a abandonarem a aldeia de Shabunda, na República Democrática do Congo (RDC).

Esses refugiados, em sua maioria agricultores de subsistência, procuram abrigo na província de Kalehe, no Kivu do Sul, e na vila de Bunyakiri, ambas da RDC. “Existe uma grande demanda por alimentos, assistência não alimentícia e tratamento médico. Alguns não possuem panelas, e, muito menos, lonas plásticas para os abrigos”, afirma Charles, um representante dos habitantes de Bunyakiri.

Charles ressalta que os deslocados e os moradores locais vivem em harmonia em Bunyakiri. Muitos dos moradores simpatizam com os novos habitantes porque os próprios nativos também fugiram de suas casas no passado. Muitos deslocados internos inclusive trabalham nos campos que pertencem à população das comunidades que os hospedam.

A funcionária de proteção do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) em Bukavu, Alexandra Krause, disse que a agência já consegui mobilizar o apoio de outros agentes humanitários para atender os deslocados. Porém, ainda é preciso mais ajuda.