Doações brasileiras para refugiados da Palestina beneficiarão 72 mil pessoas

Em dois meses foram arrecadados 124.270,00 reais, que serão usados para equipar dois centros de saúde da UNRWA.

Comissário-geral da UNRWA (à esquerda) recebe doação do presidente da CCAB. Foto: UNRWA

Comissário-geral da UNRWA (à esquerda) recebe doação do presidente da CCAB. Foto: UNRWA

Nesta quinta-feira (12) o comissário-geral da Agência da ONU de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), Filippo Grandi, recebeu em São Paulo as doações feitas pelos brasileiros a esta agência humanitária da ONU.

A campanha de arrecadação de fundos para ajudar os refugiados da Palestina foi lançada no dia 30 de setembro pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira e, durante seus dois meses de duração, foram recebidas doações no valor de  124.270,00 reais, que serão usados para equipar dois centros de saúde da UNRWA, beneficiando 72 mil refugiados da Palestina.

O vice-diretor da área da saúde da UNRWA, Tayseer Sabbagh, também participou da cerimônia que teve ainda a presença do presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira (CCAB),  Marcelo Sallum; do vice-presidente de marketing  da CCAB, Riad N. Younes,  e de outras autoridades locais e estrangeiras, como a do secretário de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo, Rogério Sotilli, e do embaixador da Palestina, Ibrahim Alzeben.

Em seu discurso de agradecimento, Sabbagh lembrou de sua infância de refugiado da Palestina e como a UNRWA o ajudou a superar dificuldades de saúde e a se transformar em um médico. Ele disse também que “as doações feitas por nossos amigos do Brasil, com apoio Câmara de Comércio Árabe Brasileira, ajudarão a UNRWA a superar muitos desafios e a melhorar o acesso, entrega e qualidade dos serviços de saúde”.

A UNRWA assiste hoje mais de 5 milhões de refugiados da Palestina na Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Líbano e Síria. Três milhões deles são totalmente dependentes dos serviços de saúde oferecidos pela Agência. Mulheres, crianças e idosos são os mais vulneráveis, vivendo em pobreza extrema, insegurança alimentar e conflito armado.