Doadores prometem 300 milhões de euros para ajudar refugiados nos Bálcãs

Verba será passada diretamente a governos para aplicar em habitação. ACNUR estabelece critérios de vulnerabilidade e vai monitorar implementação de projetos.

Doadores internacionais se comprometeram a fornecer 300 milhões de euros para projetos de habitação que vão beneficiar mais de 74 mil pessoas deslocadas nos Bálcãs pelos conflitos dos anos 90. O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) estabeleceu critérios de vulnerabilidade para assegurar que os mais necessitados sejam beneficiados e vai monitorar a implementação do projeto.

O compromisso, que inclui uma doação de 230 milhões de euros da União Europeia, foi acordado na terça-feira (24/04) em uma conferência em Sarajevo, organizada pela Bósnia-Herzegóvina, Croácia, Montenegro e Sérvia. O ambicioso projeto habitacional, a ser implementado durante os próximos três a cinco anos, beneficiará refugiados, retornados e deslocados nos quatro países, que faziam parte da antiga Iuguslávia.

“Estamos procurando escrever o último capítulo sobre os deslocados no oeste dos Bálcãs”, disse o Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres. Os governos dos quatro países têm como objetivo receber doações no total de 500 milhões de euros e se comprometeram também a doar 84 milhões euros.

O violento colapso da antiga Iuguslávia, no início dos anos 90, ocasionou grandes danos materiais, 200 mil mortes e 27 milhões de deslocados, dentro e fora da região. A maioria dos sobreviventes, de um dos piores conflitos europeus desde 1945, retornou para casa e foi integrada à sociedade. Porém, muitos outros deslocados vivem em situação de pobreza e condições precárias. Essas pessoas precisam de uma moradia adequada e de assistência contínua.