Doadores prometem bilhões para ajudar no combate à AIDS, tuberculose e malária

A reunião de países doadores, fundações privadas, corporações e indivíduos nas Nações Unidas se comprometeu a mais de 11,5 bilhões de dólares em novos financiamentos ao longo dos próximos três anos para a parceria global de combate ao HIV/Aids, a tuberculose e a malária.

A reunião de países doadores, fundações privadas, corporações e indivíduos nas Nações Unidas se comprometeu a mais de 11,5 bilhões de dólares em novos financiamentos ao longo dos próximos três anos para a parceria global de combate ao HIV/Aids, a tuberculose e a malária.

“Num momento em que tantos governos estão apertando os cintos, esses compromissos enviam uma mensagem poderosa. Isso mostra que muitos líderes mundiais querem fazer a coisa certa além de suas fronteiras”,  disse o Secretário-Geral Ban Ki-moon, que presidiu a reunião de dois dias para o Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária.

“No entanto, a demanda por financiamento irá ultrapassar os compromissos feitos hoje. Isso significa que temos de continuar a mobilizar mais recursos, mais rapidamente”, observou em uma entrevista coletiva na sede da ONU, após a reunião. “Esse trabalho não é apenas sobre fundos, é sobre esperança e dignidade na vida das pessoas”, acrescentou.

Nos últimos oito anos, os programas apoiados pelo Fundo Global salvaram aproximadamente 5,7 milhões de vidas, providenciando tratamento da Aids para 2,8 milhões de pessoas e tratamento de tuberculose para sete milhões de pessoas. O Fundo também distribuiu 122 milhões de mosquiteiros para prevenir a malária.

Até o momento, o Fundo se comprometeu a contribuir com 19,3 bilhões de dólares em 144 países para ajudar na prevenção em larga escala, tratamento e cuidados contra as três doenças.

Os compromissos anunciados hoje vieram duas semanas depois da Cúpula dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) em Nova York, em que os Estados-Membros das Nações Unidas reafirmaram seu compromisso com as ambiciosas metas para erradicar doenças e pobreza até 2015.

Saudando os compromissos assumidos, o Diretor Executivo do Fundo, Michel Kazatchkine, salientou, entretanto, que o prometido não é suficiente para atender à demanda esperada. Ele também não é suficiente para cumprir as metas dos ODM até o prazo final.