Documentário sobre músicos da Baixada Fluminense será exibido na sede da ONU, em Nova Iorque

Vivendo em Mesquita, uma das 13 cidades que compõem a região metropolitana do Rio, Iolanda está se preparando para sua primeira viagem internacional. Iolly, como a cantora é carinhosamente conhecida, vai representar o coletivo de músicos “Baixada Nunca se Rende”, durante a apresentação do filme que leva o nome do grupo em Nova Iorque. Produzido com o apoio do Centro RIO+, documentário será exibido nesta semana no Chelsea Film Festival e na sede da ONU.

Coletivo Baixada Nunca se Rende participa de projeto da ONU para divulgação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Foto: PNUD/Centro RIO+/Brenda Hada

Coletivo Baixada Nunca se Rende participa de projeto da ONU para divulgação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Foto: PNUD/Centro RIO+/Brenda Hada

Vivendo em Mesquita, uma das 13 cidades que compõem a região metropolitana do Rio, Iolanda está se preparando para sua primeira viagem internacional. Iolly, como a cantora é carinhosamente conhecida, vai representar o coletivo de músicos “Baixada Nunca se Rende”, durante a apresentação do filme que leva o nome do grupo em Nova Iorque. Produzido com o apoio do Centro RIO+, documentário será exibido nesta semana no Chelsea Film Festival e na sede da ONU.

A obra #BXD — Baixada Nunca se Rende é parte de um projeto-piloto do Centro RIO+ para divulgar a Agenda 2030 das Nações Unidas entre cidadãos das periferias da capital fluminense. O programa teve início em junho de 2016. Com a iniciativa Música para Avançar o Desenvolvimento Sustentável, o organismo da ONU espera criar uma metodologia de engajamento local que poderá ser replicada em outros países em desenvolvimento.

O documentário conta a história da coletivo que hoje já reúne mais de cem artistas. Em suas letras e performances, os músicos abordam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS) — e os desafios que a população da Baixada enfrenta em sua luta diária por mais direitos e serviços. A região é uma das mais violentas do Brasil, com uma média de seis homicídios por dia.

“As mulheres negras dos subúrbios enfrentam o estigma e a discriminação, particularmente no mundo artístico”, explica Iolly. “Juntando forças com outros músicos das periferias, nos tornamos mais fortes e confiantes para mudar uma realidade.”

O Chelsea Film Festival é um festival de cinema internacional que tem, como proposta, lançar luz sobre o trabalho de cineastas, produtores e atores emergentes, com foco no tema “Questões Globais”. A mostra dá visibilidade para o trabalho de artistas em situação de risco, além de colocar em contato públicos e segmentos de criação independente.

O Baixada Never Gives Up (tradução do título original para o inglês) será exibido às 19h em 20 de outubro de 2017. Ingressos podem ser adquiridos pelo link: http://bit.ly/2gLP2gY.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) — ao qual o Centro RIO+ é vinculado — e o Chelsea Film Festival também estão organizando uma sessão especial do filme na sede da ONU, em Nova Iorque, em evento para lembrar o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, observado em 17 de outubro. A exibição acontece às 17h de 23 de outubro e contará com uma mesa de discussão com os cineastas do documentário e a cantora Iolly Amancio da Mesquita.

Nos últimos 16 meses, o projeto-piloto do Centro RIO+ já teve a participação de mais de 150 músicos de Belford Roxo, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Duque de Caxias, e outras cidades que compõem a Baixada Fluminense, onde moram quase 4 milhões de pessoas.