Dois anos após independência, Sudão do Sul ainda sofre com violência e instituições fracas

Relações com Sudão melhoram e aumenta diálogo entre grupos armados rumo à reconciliação. Situação mais delicada é no estado de Jonglei, onde combates deslocam milhares de civis e violam direitos humanos.

Membros da Força de Paz da ONU oferecem ajuda aos moradores do estado de Jonglei, no Sudão do Sul. Foto: UNMISS

O Sudão do Sul completa dois anos nesta terça-feira (9) com progressos em diversas áreas, mas ainda muitos desafios a serem superados. Entre eles,  insegurança, violações dos direitos humanos e fortalecimento das instituições públicas.

“Muitos de nós testemunhamos a onda de euforia que saudou o alvorecer da independência do Sudão do Sul. Agora, essa memória parece desvanecida”, disse a chefe da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS), Hilde F. Johnson, ao Conselho de Segurança nesta segunda-feira (8).

O Sudão do Sul se tornou independente do Sudão em 9 de julho de 2011, seis anos após a assinatura do acordo de paz que encerrou décadas de guerra entre o norte e o sul. Ao longo desses dois anos, a UNMISS tem ajudado o país na consolidação da paz e da segurança e a estabelecer condições para o seu desenvolvimento.

Houve uma melhora na relação do país com o vizinho Sudão e entre os grupos armados do próprio Sudão do Sul, rumo à reconciliação. Ao mesmo tempo, um desafio fundamental é a situação da segurança no estado de Jonglei, onde a luta entre as forças do governo e grupos armados tem deslocado milhares de civis e violado direitos humanos desde janeiro.

Johnson pediu ao governo que estabeleça estratégias eficazes de longo prazo para acabar com a insegurança no país. Segundo ela, o fator determinante para a evolução do Sudão do Sul continua sendo sua relação com o Sudão. Os dois países devem se esforçar para uma convivência pacífica, apesar das acusações de apoio militar a grupos rebeldes em ambos os lados da fronteira.