Para o Secretário-Geral da ONU, a formulação de um conjunto de regras sobre o assunto está muito atrasada. “Questões nucleares ganham manchetes, mas armas convencionais matam pessoas todos os dias”.
Em uma reunião histórica sobre a questão de armas convencionais, o Secretário-Geral das Nações Unidas Ban Ki-moon pediu hoje (03/07) que os Estados-Membros trabalhem rumo a um tratado que regule o comércio de armas, ressaltando que a formulação de um conjunto de regras sobre o assunto está muito atrasada. Ban acrescentou que transferências internacionais de armas fracamente reguladas estão abastecendo conflitos, desestabilizando regiões e empoderando terroristas e redes criminosas.
“Fizemos algum progresso nos últimos anos nas questões de armas de destruição em massa, mas a comunidade internacional não acompanhou esse caminho na questão das armas convencionais”, disse Ban aos Estados-Membros, durante a abertura da Conferência das Nações Unidas sobre Tratado de Comércio de Armas. “Questões nucleares ganham manchetes, mas armas convencionais matam pessoas todos os dias”.
Ban Ki-moon sublinhou o fato de ser a primeira vez que Estados-Membros estão reunidos na ONU para negociar uma regulamentação deste tipo. “Todos nesta sala estão fazendo história”, disse aos participantes. “Nossa meta comum é clara: um robusto e Tratado de Comércio de Armas legalmente vinculante que tenha um impacto real sobre a vida de milhões de pessoas que sofrem consequências de conflitos armados. Ambicioso, mas alcançável”.
O website da Conferência afirma que “um Tratado de Comércio de Armas pretenderá criar um patamar para as transferências, através da requisição a todos os Estados do cumprimento de normas de controle de transferência, que vão fundamentalmente beneficiar a segurança das pessoas em todos os lugares”. A Conferência reuniu os 193 Estados-Membros da ONU para negociar durante as próximas quatro semanas na sede da ONU em Nova York.