“Esses anúncios apenas mostram ao mundo que estamos comprometidos com a transparência e em informar sobre as emissões de forma acessível e fácil”, disse o prefeito do Rio de Janeiro.

Desenho criativo de uma cidade, Xanghai, na China. Foto: Cidade de Xangai
Prefeitos das maiores metrópoles do mundo renovaram durante a Cúpula do Clima nesta terça-feira (23) o seu compromisso de expandir os seus esforços para criar cidades resilientes, programas de eficiência energética e mecanismos de financiamento para combater a mudança climática, incluindo uma iniciativa para reduzir as emissões de gases de efeito estufa para 454 megatoneladas até 2020.
Conhecido como Pacto Global de Prefeitos, o acordo reúne mais de 2 mil cidades, incluindo 200 que apresentaram metas e estratégias específicas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, em representação do grupo, comunicou a medida durante uma coletiva de imprensa e reforçou que as cidades têm um papel crucial para enfrentar as consequências da mudança climática, dado que em 2050 mais de 70% da população viverá nas cidades.
“Do Rio a Seul, prefeitos estão fazendo grandes progressos para combater as mudanças climáticas e preparar as cidades para os seus impactos devastadores”, disse Paes. “Esses anúncios apenas mostram ao mundo que estamos comprometidos com a transparência e em informar sobre as emissões de forma acessível e fácil”.
Parcerias para gerar investimento
Outras alianças envolvendo cidades prometeram reduzir as emissões anuais de efeito estufa em 8 gigatoneladas em 2050, o equivalente a 50% do uso total de carvão. Durante a Cúpula, cidades, bancos, governos e a sociedade civil também discutiram outras medidas para acelerar o compromisso para cortar as emissões.
Para financiar essas ações, cerca de 20 parceiros do setor privado e público anunciaram uma aliança para gerar trilhões de dólares para investir em infraestrutura resistente ao clima e de baixa emissão de carbono em cidades nos países mais pobres e com rendimento médio.
“Essa medida permitirá um fluxo de capital maior para as cidades, desbloqueando a mudança transformacional que precisamos para responder ao desafio da mudança climática e contribuir para a nova agenda urbana de cidades mais limpas, mais resilientes e mais ambientalmente sustentáveis”, disse o diretor executivo do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), Joan Clos.
O Banco Mundial e seus parceiros também se uniram para ajudar 300 cidades a fortalecer o seu crédito e atrair investidores. Essa ação ajudará as cidades a melhorar sua gestão financeira, o que finalmente promoverá o acesso ao capital privado.
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