Durante evento no México, diretor da ONU-Habitat para América Latina e Caribe defendeu desenvolvimento territorial mais inclusivo, próspero e sustentável para pessoas que vivem em localidades afetadas por grandes projetos de infraestrutura em países da região.

Obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Foto: Ricardo Joffily/Ascom DPU.
É importante garantir um desenvolvimento territorial mais inclusivo, próspero e sustentável para as pessoas que vivem em localidades afetadas por grandes projetos de infraestrutura em países da América Latina e do Caribe, disse na quarta-feira (20) o diretor da ONU-Habitat para a região, Elkin Velásquez.
A declaração foi feita durante o evento realizado em Toluca, no México, denominado “Inovação e Humanização no Financiamento da Nova Agenda Urbana: projetos e metodologias na América Latina”.
Um dos debates do encontro — organizado por Fundação Roberto Marinho, Nature Conservancy, Ashoka, ONU-Habitat e Instituto Dialog — tratou de países da região que adotaram experiências inovadoras para mitigar os impactos socioeconômicos negativos de grandes investimentos em infraestrutura.
Foram debatidas estruturas de governo mais duradouras, mecanismos de financiamento para a prosperidade no longo prazo dos territórios afetados por grandes projetos e monitoramento para ajudar a gestão local, estadual ou regional.
A proposta do evento também foi discutir a gestão eficaz no âmbito municipal, estadual ou regional da chamada Nova Agenda Urbana.
Prevista para ser lançada na Habitat III – Conferência das Nações Unidas para a Habitação e o Desenvolvimento Urbano Sustentável, em Quito, entre 17 e 20 de outubro —, a Nova Agenda Urbana envolve propostas de novas regulações para projetos urbanos e novos mecanismos de financiamento municipal.
Os organizadores da atividade disseram esperar que a discussão do evento em Toluca seja a primeira de uma série ao longo de 2016 para compartilhar experiências do Brasil e de outros países da América Latina.