A especialista lamenta que o combate à violência contra a mulher não atraia o mesmo nível de atenção, empenho e recursos que outros crimes.
“É lamentável que o combate à violência contra a mulher ainda não atraiu o mesmo nível de atenção, empenho e recursos como outros crimes não relacionados ao gênero”, disse a relatora especial da ONU sobre a violência contra as mulheres, Rashida Manjoo, nesta quarta-feira (03).
Na ocasião, a relatora especial da ONU confirmou os avanços significativos alcançados em todo o mundo para acabar com a violência contra a mulher, principalmente com as campanhas de sensibilização. No entanto, a falta de um acordo legal com normas vinculativas em nível internacional é um dos obstáculos mais graves para a promoção e proteção dos direitos das mulheres e para igualdade de gênero.
Para a construção deste acordo, Manjoo ressalta que a comunidade internacional deve adotar uma “abordagem holística” que evidencie fatores individuais, institucionais e estruturais enraizados nas sociedades, que são “a causa e a consequência” da violência contra as mulheres e meninas.
“Chegou a hora de irmos além das campanhas de sensibilização e dos destaques que damos às estatísticas”, insistiu.
“Uma mudança transformadora exige que as palavras e as ações dos Países-Membros tragam o reconhecimento necessário de que a violência contra as mulheres é uma violação dos direitos humanos”, acrescentou.
