‘É possível acabar com a tuberculose até 2035’, diz secretário-geral da ONU, em Dia Mundial

A tuberculose é uma das doenças infecciosas que mais mata em todo o mundo. Em 2013, 9 milhões de pessoas contraíram a doença e 1,5 milhão morreram. O Brasil está entre os 22 países que concentram mais de 80% dos casos de tuberculose do mundo.

Médicos examinam exames de possível paciente com tuberculose. Foto: ONU/Fardin Waezi

Médicos examinam exames de possível paciente com tuberculose. Foto: ONU/Fardin Waezi

Mais de 37 milhões de vidas foram salvas entre 2000 e 2013 através do diagnóstico e tratamento da tuberculose. Por isso, é possível acabar com esta epidemia até 2035, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, no Dia Mundial da Tuberculose, comemorado, em todo o planeta, nesta terça-feira, 24 de março.

“Peço aos governos, às comunidades afetadas pela tuberculose e aos trabalhadores da área da saúde em todo o mundo que intensifiquem seus esforços de acordo com o estabelecido pela Assembleia Mundial da Saúde de 2014, para acabar com a epidemia mundial dentro de duas décadas”, disse o secretário-geral, lembrando que a tuberculose é uma das doenças infecciosas que mais mata em todo o mundo. Em 2013, 9 milhões de pessoas contraíram a doença e 1,5 milhão morreram devido à infecção.

A tuberculose afeta principalmente as populações mais vulneráveis, que lutam com a pobreza e com sistemas carentes de serviços de saúde. Para as mulheres entre 15 a 44 anos, a tuberculose é uma das cinco principais causas de morte. Para as crianças, os presos, os migrantes e as pessoas que vivem com o HIV, a tuberculose continua sendo uma doença comum e uma das principais causas de morte.

No Brasil, ocorreu nesta segunda-feira (23), na Câmara dos Deputados, sessão solene alusiva à data, presidida pela Frente Parlamentar de luta contra a tuberculose, que contou com representantes da sociedade civil, gestores de programas, profissionais de saúde e vários deputados envolvidos nas ações de controle da doença.

Na ocasião, o representante da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Joaquín Molina, lançou o documento “Direitos Humanos, Cidadania e Tuberculose na perspectiva da legislação brasileira”, produto da cooperação técnica entre a agência da ONU e o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) do Ministério da Saúde.

O controle da tuberculose é uma dívida dos programas de saúde pública no Brasil. Em 2010, morreram 7 vezes mais pessoas por tuberculose que por dengue (nesse ano, foram registrados 656 óbitos por dengue). O dado não leva em consideração os óbitos de pessoas com AIDS, situação em que a tuberculose é a primeira causa de morte.

O Brasil está entre os 22 países que concentram mais de 80% dos casos de tuberculose do mundo. Além disso, segundo o Plano Global para o Combate à Tuberculose 2011-2015, proposto pela OMS, o Brasil ainda precisa reduzir pela metade a incidência da doença.

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