Adama Dieng alertou sobre a urgência de frear conflitos fundamentados em diferenças étnicas e religiosas. Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio completou 64 anos dia 9 de dezembro.
Na ocasião do aniversário da Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio, celebrado ontem (9), o Assessor Especial do Secretário-Geral da ONU sobre o tema, Adama Dieng, pediu aos Estados-Membros e às organizações regionais que renovem seu compromisso com a implementação do tratado.
“No coração da Convenção está a proteção dos grupos definidos pela sua identidade”, declarou Dieng. “Milhares de vidas continuam a ser perdidas como resultado de conflitos enraizados nas tensões e na discriminação contra e entre diferentes grupos nacionais, religiosos, étnicos e raciais; estas são vidas que poderiam ter sido salvas se tivessem sido tomadas ações mais cedo para resolver as tensões, prevenir a discriminação, promover a proteção dos direitos humanos para todos e o respeito ao Estado de Direito”, afirmou o Assessor Especial.
“O Secretário-Geral apelou para 2012 ser o ‘Ano da Prevenção’. O sofrimento de civis em conflitos atuais – incluindo na República Democrática do Congo, Mali, Sudão e República Árabe da Síria – serve como um lembrete da importância vital da ação prévia e preventiva”, disse Dieng.
O Assessor Especial Dieng pediu que a comunidade internacional trabalhe em conjunto para fortalecer a implementação do documento, conhecido também como Convenção sobre Genocídio, e da responsabilidade de proteger. “A responsabilidade final para a prevenção de genocídio e outros crimes permanece com os Estados”, disse Dieng, ”e a comunidade internacional se comprometeu a ajudar os Estados nisso”.