‘É um momento importante para o Haiti, tempo de aproveitar oportunidades’, diz Sean Penn

Premiado ator e diretor norte-americano expressou sua frustração com a falta de uma cooperação funcional e coordenada entre as organizações desde o início do terremoto de 2010, ressaltando que as parcerias são necessárias também com os beneficiários.

O diretor executivo e fundador da Organização J/P de Ajuda ao Haiti, Sean Penn. Foto: Banco Mundial

O diretor executivo e fundador da Organização J/P de Ajuda ao Haiti, Sean Penn. Foto: Banco Mundial

Diretor executivo e fundador da organização J/P de Ajuda ao Haiti, o ator Sean Penn falou ao Banco Mundial sobre seu trabalho no país. Reconhecendo que não existem respostas perfeitas para as catástrofes naturais, manifestou esperança no futuro do país e afirmou que nada acontece sem a ajuda de parcerias.

Falando na sede do organismo internacional, Sean Penn incentivou a comunidade internacional a continuar apoiando o Haiti, especialmente agora que o país passa por um momento de renascimento, podendo proporcionar um “valor incrível” para os outros países.

Penn disse que a melhor solução é o trabalho conjunto das organizações. Ressaltou também que as parcerias não são necessárias somente a nível organizacional e que os beneficiários também devem participar.

“Se as pessoas que estão em uma situação de grande necessidade recebem apenas um tapinha nas costas daqueles que dizem querer ajudá-las para que se sintam bem, elas vão pedir o dinheiro que está no seu bolso. Pergunte a elas de novo o que precisam e, novamente, vão pedir dinheiro. Pergunte-lhes uma terceira vez e convença-as de que você está lá para ficar e obterá uma resposta diferente. Em seguida, você pode disseminar esta reação, cultivá-la com essas pessoas e, então, começará a ver uma mudança real”, afirmou Penn.

Três anos após o terremoto, o Haiti consegue focar seus esforços na reconstrução e no desenvolvimento. O vice-presidente do Banco Mundial para América Latina e Caribe, Hasan Tuluy, explicou que a parceria e cooperação não se limita apenas às pessoas dentro do país. “Fora do país, há um capital humano enorme, inteligência, energia e capacidade de estabelecer redes de relacionamento”, enfatizou. “Precisamos criar condições para que os emigrantes possam contribuir, como, aliás, eles estão dispostos a fazer.”

Penn também fala sobre a situação de emergência na educação do Haiti. “Se até os cinco anos essas mentes não tiverem sido alimentadas ou exercitadas, não será possível recuperá-las. Mas se estiver apenas concentrado na educação, então você os educará para irem embora do país. Em contrapartida, é necessário criar empregos”, alertou. Ele reconheceu que o crescimento do setor privado é um “desafio fundamental, apesar da imensa vontade de trabalhar mostrada pelo Haiti”.

“Os haitianos estão prontos e empenhados em ser os soldados da mudança”, observou. “Já chega de esperar. Vamos colocar mãos à obra.”

Para saber mais sobre a organização do ator, produtor, diretor de cinema e roteirista norte-americano, acesse www.jphro.org