A OMS disse ainda estar decepcionada com as companhias aéreas que decidiram suspender seus voos para a África Ocidental e pede fim da proibição.

Isata Konneh é uma das pacientes que conseguiu se curar do ebola em Serra Leoa. Foto: UNICEF/Dunlop
A Organização Mundial da Saúde (OMS) procurou acalmar, nesta quinta-feira (14), os medos relacionados à notícia de que companhias aéreas estão suspendendo voos por causa do surto de ebola. Para esclarecer as dúvidas, a agência de saúde enviou mensagens às redes sociais e usou seus canais de comunicação para explicar que “diferente de outras infecções, como a influenza e a tuberculose, o ebola não é transmitido pelo ar.”
“A chance de que alguém doente com ebola embarque em um avião é pequena”, a Organização publicou no Twitter. “Geralmente, quando alguém está doente com ebola se sente tão mal que não pode viajar.”
A OMS disse ainda estar decepcionada com as companhias aéreas que decidiram suspender seus voos para a África Ocidental e recomendou o fim da proibição. “É difícil salvar vidas quando nós e outros profissionais de saúde não podemos chegar lá”, publicou a agência após a coletiva de imprensa, onde esclareceu dúvidas e apresentou novas medidas para conter essa emergência de saúde pública de preocupação internacional.
De acordo com a atualização mais recente da OMS, entre 10 e 11 de agosto, 128 novos casos da doença do vírus Ebola, assim como 56 mortes, foram relatados em Guiné, Libéria, Nigéria e Serra Leoa, elevando o número total de casos a 1.975 e mortes para 1.069.
A OMS tem repetido reiteradamente que o vírus Ebola é altamente contagioso, mas a transmissão requer contato direto com os fluidos corporais de uma pessoa infectada, como pode ocorrer durante o tratamento em hospitais, os cuidados em casa ou práticas funerárias tradicionais, que envolvem o contato de familiares e amigos com os mortos.
Além disso, o período de incubação varia de 2 a 21 dias, mas os pacientes tornam-se contagiosos apenas após o início dos sintomas. A chance de um paciente infectar outro acontece nos estágios mais graves da doença, quando a pessoa já estiver visível e fisicamente muito doente para viajar. Por isso, aqueles que apresentem os sintomas poderão ser facilmente identificados pelos sistemas de controle que estão sendo implementados pelas linha aérea internacional e países afetados pela doença.