As Nações Unidas afirmam que tais limitações estão impedindo o movimento internacional de especialistas e profissionais de saúde, bem como a entrega de equipamentos e materiais essenciais para combater o surto.
As Nações Unidas afirmam que tais limitações estão impedindo o movimento internacional de especialistas e profissionais de saúde, bem como a entrega de equipamentos e materiais essenciais para combater o surto.

UNICEF e parceiros visitar um mercado lotado em Conacri, na Guiné, para explica como podem se proteger e suas famílias do Ebola. Foto: UNICEF Guiné
As Nações Unidas advertiram nesta segunda-feira (25) sobre as restrições a voos dentro e fora dos países afetados na África Ocidental, que além de contribuírem com o isolamento econômico e diplomático da região, impedem a entrada e saída internacional de especialistas e profissionais de saúde, bem como a entrega de equipamentos e materiais essenciais para ajudar no combate ao surto.
O porta-voz do secretário-geral da ONU, Stephane Dujarric, disse que apesar de essas medidas serem compreensíveis, não são justificáveis, dado que não representam a maneira mais eficaz de controlar a importação do vírus para outros países. “A medida não reflete o que se conhece sobre o modo pelo qual o vírus passa entre as pessoas”, acrescentou, reforçando que o vírus Ebola é transmitido através do contato direto com o sangue ou fluidos corporais de uma pessoa que está doente com o vírus.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) também alertou que a carência de material de proteção para a equipe médica, a falta de profissionais de saúde para cuidar dos pacientes infectados e as jornadas muito longas de trabalho em áreas isoladas têm provocado uma proporção jamais vista de médios, enfermeiras e trabalhados de saúde infectados. Até a data, mais de 240 desenvolveram a doença no quatro países afetados e mais da metade morreram.
Segundo dados oficiais da OMS, registrados até 20 de agosto, um total de 2.615 casos e 1.427 mortes relatadas no Guiné, Libéria, Serra Leoa e Nigéria. Nestes países, mais de 240 profissionais foram afetados e mais de 120 morreram.