Egito: em meio a crescentes tensões, chefe da ONU incentiva diálogo pacífico e não violência

Ban Ki-moon destacou o direito das pessoas à manifestação pacífica e apelou a todas as partes no país “a respeitar este direito e defender a lei”.

Ativistas protestam no Cairo contra a brutalidade policial. Foto: IRIN/Amr Emam

Ativistas protestam no Cairo contra a brutalidade policial. Foto: IRIN/Amr Emam

Com muitas “opiniões fortes e adversas” sendo expressas no Egito, o secretário-geral da ONU Ban Ki-moon destacou nesta quinta-feira (27) o direito das pessoas a se manifestarem pacificamente e apelou a todas as partes no país “a respeitar este direito e defender a lei”.

“[O secretário-geral] encoraja fortemente os egípcios a permanecer comprometidos com os princípios universais de diálogo pacífico e não violência”, disse o chefe da ONU disse em um comunicado divulgado por um porta-voz em Nova York.

Na sequência da declaração, Ban observou que opiniões fortes e adversas estão sendo expressas por todo o país, reconhecendo a necessidade de o contínuo fortalecimento dos processos democráticos e de um ambiente inclusivo, no qual o povo egípcio possa discutir e resolver suas diferenças.

“A comunidade internacional tem o dever de acompanhar essa transição com o interesse contínuo e contribuições significativas no interesse de todos os egípcios”, acrescentou Ban Ki-moon em um comunicado.

O Egito vem passando por uma transição democrática após a derrubada do presidente Hosni Mubarak, há dois anos, na sequência de protestos semelhantes aos observados em outras partes do Oriente Médio e norte da África, como parte da chamada “Primavera Árabe”.