Egito: Nova lei sobre protestos é ‘contrária ao espírito da revolução’, diz chefe da ONU

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou o ataque terrorista a um quartel-general da polícia em Mansoura, no Egito, que matou pelo menos 15 pessoas na última terça-feira (24) e deixou feridos.

Egípcios protestam no Cairo, em julho de 2013. Foto: UN News Centre

Egípcios protestam no Cairo, em julho de 2013. Foto: UN News Centre

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, condenou o ataque terrorista da última terça-feira (24) a um quartel-general da polícia em Mansoura, no Egito. Segundo relatos, o ataque matou pelo menos 15 pessoas e deixou feridos.

Em uma declaração emitida por seu porta-voz, o chefe da ONU ressaltou que nenhuma causa pode justificar tais atos de terrorismo e pediu que os responsáveis sejam levados à justiça. Ban também se disse preocupado com a situação de deterioração dos direitos humanos e do clima político.

Ele observou que, pela nova e controversa lei que regulamenta protestos, três ativistas dos direitos humanos e da democracia foram sentenciados a três anos de prisão no último domingo (22). Além disso, autoridades egípcias invadiram uma organização de direitos humanos na semana passada.

“O secretário-geral vê tais atos de restrição do espaço político dos egípcios como contrários ao espírito da revolução do Egito de quase três anos atrás, quando pedidos por liberdade e democracia motivaram os egípcios a tomarem as ruas de forma tão corajosa e decidida.”

Ban lembrou às autoridades egípcias – que reiteraram seu comprometimento em realizar um referendo sobre a Constituição proposta, seguido de eleições parlamentares e presidenciais – que liberdade de reunião e expressão são elementos essenciais para eleições confiáveis.

“O secretário-geral pede aos egípcios para encontrar um terreno comum e consenso renovado sobre a transição do país. Ele continua a destacar a necessidade de inclusão política e do devido processo para os que estão detidos.”