A crise egípcia – que resultou na deposição do presidente Mohamed Morsi – se agravou no início do mês. Protestos resultaram na morte de dezenas de pessoas.

Egípcios protestam na capital, Cairo. Foto: ONU
A ONU, preocupada com a escalada da violência no Egito, pede às autoridades que garantam o respeito ao Estado de Direito e as normas internacionais de direitos humanos.
“O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon pede novamente um diálogo nacional, e o estabelecimento de um processo de reconciliação inclusivo. O objetivo deve ser o de traçar um caminho pacífico para um retorno completo do controle civil, a ordem constitucional e do governo democrático”, disse o porta-voz de Ban na quinta-feira (25).
Ele também pediu às autoridades interinas que acabem com as prisões arbitrárias e outras formas de assédio. Ele acredita que o presidente deposto, Mohamed Morsi, e os líderes da Irmandade Muçulmana devem ser libertados ou terem seus casos analisados de forma transparente e rápida.
Já Rupert Colville, o porta-voz da Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou nesta sexta-feira, (26), em Genebra, que é extremamente importante que as forças de segurança no Egito não recorram ao uso excessivo da força.
“As pessoas têm o direito de fazer protestos pacíficos”, disse Colville. “Todas as medidas tomadas pelas autoridades devem respeitar integralmente a lei e as normas internacionais de direitos humanos. Estaremos acompanhando de perto como a situação se desenvolve.”