Pleito é base mais segura de legitimidade interna e garantia de apoio internacional para transformação do país, avalia representante do secretário-geral.

Afegão caminha em Islam Qala, perto da fronteira com Irã. Foto: ONU/Eric Kanalstein (13/06/2012)
É crucial para o Afeganistão, e parceiros, consolidar as importantes conquistas feitas ao longo da última década e seguir com a transição democrática, afirmou o vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, nesta quarta-feira (3), destacando particularmente a necessidade de eleições livres e justas no próximo ano.
Em 2014, o país deve realizar uma eleição presidencial e a maioria das forças militares internacionais aliadas será retirada para dar lugar às forças nacionais, que vão assumir total responsabilidade pela segurança do país.
“É extremamente importante para o povo do Afeganistão, mas também para as Nações Unidas e as muitas nações que contribuíram para essa transição, que o país não sofra mais com guerras, pobreza extrema e violações dos direitos humanos”, disse Eliasson, em Nova York, Estados Unidos, após visita de cinco dias ao país asiático.
O vice-secretário-geral defendeu que o parlamento afegão aprove duas leis eleitorais antes do recesso deste mês para garantir que o pleito, previsto para 5 de abril, seja livre e justo. A primeira define a estrutura e as responsabilidades da Comissão Eleitoral Independente do país, enquanto a segunda refere-se à principal lei eleitoral que rege todas as futuras eleições afegãs.
Para o representante especial do secretário-geral da ONU para o Afeganistão, Jan Kubiš, a eleição presidencial e as subsequentes – para o conselho provincial e parlamentar – “serão a base mais segura de legitimidade interna e futura estabilidade e são a base necessária para a continuidade do apoio internacional para a transição e a transformação do Afeganistão”.