Pesquisa do ACNUR afirma que refugiados malianos em geral querem ser incluídos nas votações e têm conhecimento da situação do país. Alguns afirmam que pleito pode trazer estabilidade para nação.

Foto: Refugiados do Mali na Mauritânia.Foto: ACNUR / B. Malum
Com o primeiro turno das eleições presidenciais do Mali agendadas para domingo (28), o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) pediu rapidez na distribuição dos cartões eleitorais nos Estados vizinhos para os votantes que estão fora do país.
“Isto é especialmente importante, porque campos e locais de refugiados estão situados em áreas remotas, onde o acesso pode se tornar difícil com a estação chuvosa agora chegando,” disse o porta-voz do ACNUR, Adrian Edwards, a jornalistas em Genebra, na Suíça.
Edwards acrescentou que as autoridades do Mali já pensam em alternativas para promover o voto dos refugiados em caso de novos atrasos no pleito. “O ACNUR está preocupado que somente um pequeno número de nomes de refugiados interessados na votação foram encontrados no registro eleitoral”.
Burkina Faso, Mauritânia e Níger são anfitriões para alguns dos 173 mil refugiados que fugiram do Mali, na sequência de uma rebelião de grupos étnicos tuaregues e uma violenta insurreição de extremistas islâmicos que deslocou centenas de milhares de pessoas durante 2012.
O porta-voz ressaltou que, em junho, o ACNUR realizou pesquisas formais e informais nas principais áreas de refugiados através de grupos de discussão para explicar a neutralidade da agência no processo eleitoral. As pesquisas demonstraram que os refugiados eram, em geral, a favor de serem incluídos nas votações, que tinham bom conhecimento da situação do Mali e alguns acreditam que o pleito vai trazer paz e estabilidade, algo fundamental na decisão de voltar ao país.