Em 20 anos, Bósnia-Herzegóvina passou de palco das missões da ONU para agente da paz, diz Ban

A Bósnia-Herzegovina foi arena de intensos combates durante os conflitos étnicos que assolaram a região na década de 1990.

Secretário-Geral, Ban Ki-moon. (ONU/JC McIlwaine)Destacando o progresso que a Bósnia-Herzegovina realizou ao longo das últimas duas décadas, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou na quarta-feira (25) o apoio das Nações Unidas para a estabilidade e a prosperidade do país. O país passou, segundo Ban, de palco para atuação dos capacetes azuis da ONU para um contribuinte de tropas nas operações de paz, de tópico na agenda do Conselho de Segurança, para um auxiliador bem sucedido do organismo.

“As Nações Unidas continuam a ser o seu parceiro, inclusive no processo de reforma para a UE [União Europeia], que os seus constituintes e parceiros internacionais esperam ver acelerado”, disse Ban em um discurso à Assembleia Parlamentar do país, referindo-se ao consenso entre os líderes do país de que a integração europeia é o melhor caminho para garantir o progresso futuro. “Nós apoiamos fortemente a presença reforçada da UE na Bósnia-Herzegovina, encarnado pelo escritório do Representante Especial da UE”, acrescentou Ban Ki-moon.

A Bósnia-Herzegovina foi arena de intensos combates durante os conflitos étnicos que assolaram a região na década de 1990. A luta chegou ao fim em outubro de 1995, com a presença de tropas da ONU de monitoramento do cessar-fogo para permitir as negociações que resultaram na assinatura do Acordo de Paz de Dayton, em dezembro de 1995.

“Liderado por suas prioridades e direção, estamos trabalhando juntos para criar empregos sobretudo para os jovens, ampliar a proteção social para os grupos mais vulneráveis, acabar com o sofrimento daqueles deslocados há mais tempo, proteger o meio ambiente, combater a discriminação e promover o respeito pelos direitos humanos e o Estado de direito”, disse Ban.