“O aumento do número de mortos e feridos confirma o fracasso com o compromisso de proteger os civis afegãos”, disse o representante especial do secretário-geral da ONU para o Afeganistão e chefe da UNAMA, Nicholas Haysom.
Um campo de deslocados internos no norte do Afeganistão. Foto: UNAMA/Eric KanalsteinAs
As vítimas da violência no Afeganistão superaram a cifra de 10 mil em 2014, um incremento de 22% comparado ao ano anterior. Este resultado reflete o aumento nos combates entre grupos armados e o governo e a retirada de tropas estrangeiras do país, disse a Missão de Assistência da ONU no Afeganistão (UNAMA), nesta quarta-feira (18).
“O aumento de mortes e feridos em 2014 confirma o fracasso com o compromisso de proteger os civis afegãos”, disse o representante especial do secretário-geral da ONU para o Afeganistão e chefe da UNAMA, Nicholas Haysom, ao apresentar o Relatório Anual sobre Proteção de Civis em Conflitos Armados em Cabul.
Um total de 3.699 civis foram mortos e 6.849 ficaram feridos em 2014, segundo dados do Relatório, preparado em conjunto com o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH). Esse é o maior número de vítimas civis em um único ano desde que a ONU começou a monitorar os dados em 2009.
O Relatório também indica que mais civis afegãos foram mortos ou feridos durante enfrentamentos do que por dispositivos explosivos improvisados. Vítimas civis durante confrontos terrestres aumentaram 54% em 2014. As partes do conflito usaram cada vez mais morteiros, foguetes e granadas, muitas vezes disparando indiscriminadamente em áreas civis.
“As partes do conflito devem entender o impacto de suas ações e ser responsabilizados pelas mesmas, fazendo da proteção de civis sua principal prioridade. Devemos ver passos concretos e uma queda real no número de vítimas civis em 2015”, disse Haysom.