Desde golpe em 2012, país vive espiral crescente de caos, confrontos e falência política e institucional. Mais de 2 milhões de civis – metade da população – necessitam de ajuda humanitária.

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em visita ao país no dia 5 de abril. Foto: ONU/Evan Schneider
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu uma ação imediata da comunidade global para pôr um fim à crise humanitária na República Centro-Africana (RCA), que desde 2012 sofre com conflitos armados que já deixaram metade da população – 2,2 milhões – vivendo em condições críticas. Em artigo publicado nesta segunda-feira (14) pelo jornal norte-americano Washington Post, o secretário-geral fez um relato de sua recente viagem ao país.
“Nada poderia ter me preparado para a minha chegada na semana passada em Bangui, capital da República Centro-Africana. Mais de 70 mil pessoas estão amontoadas em condições horrendas no aeroporto. Os que tiveram mais sorte estão vivendo sob lonas castigadas pelo clima a poucos metros da pista. Outros dormem ao relento. (…). A comida é escassa. A malária pode se espalhar. A estação chuvosa só vai multiplicar os problemas.”
Embora protegidos por tropas internacionais, os deslocados estão expostos a doenças, subnutrição e outros horrores de guerra. “A implosão do governo criou um conjunto de desafios que estão destruindo a estabilidade e a segurança do país”, afirmou Ban. “Mulheres e crianças estão à mercê da extorsão, da brutalidade e de estupros em massa. A comunidade internacional possui uma oportunidade – e uma obrigação – de ajudar; não amanhã, mas agora.”
A íntegra do artigo, em inglês, pode ser acessada aqui.