Abordagem multissetorial associa educação, produção local de alimentos, nutrição e higiene. Modelo tem como base experiência brasileira na área. Moçambique avalia adoção de programa após primeiros testes.

O piloto está sendo implementado em 50 escolas do Benim. Foto: PMA/Érika Oliveira
Como parte das atividades de apoio à implementação da Política Nacional de Alimentação Escolar do Benim, o Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA) enviou a Benim – país da África Ocidental com uma população de cerca de 10 milhões de pessoas – uma especialista para uma missão técnica de apoio ao projeto piloto de alimentação escolar com compra local de alimentos.
O piloto é um dos resultados do II Fórum Nacional sobre Alimentação Escolar, que recomendou que o Benim atinja a universalização da alimentação escolar, inclusive para a educação infantil. A missão do Centro da ONU ocorreu em fevereiro deste ano.
Após o evento, realizado em novembro de 2015, o escritório de país do PMA e o governo do Benim deram início ao projeto piloto em 50 escolas, para aprimorar a alimentação escolar por meio de uma abordagem multissetorial que associa educação, produção local de alimentos, nutrição e higiene.
A primeira fase do projeto piloto durou dois meses e consistiu na mobilização de pais e das comunidades para as atividades da alimentação escolar, inclusive a construção de cozinhas e refeitórios e de hortas escolares em algumas escolas. A primeira fase foi realizada pelo escritório de país do PMA em parceria com o governo do Benim e teve como efeito o envolvimento de oficiais de governos locais e dos centros de saúde na alimentação escolar.
A segunda fase começa agora, com apoio do Centro de Excelência contra a Fome. Durante esta fase, a mobilização nas escolas vai ressaltar os aspectos multissetoriais da alimentação escolar discutidos no Fórum Nacional do ano passado. Um dos objetivos é contribuir para a criação do comitê de gestão da alimentação escolar e para a formação dos membros desse comitê, de modo a garantir a participação social na gestão da alimentação escolar
Moçambique avalia piloto de alimentação escolar
O governo de Moçambique e seus parceiros implementaram um projeto piloto do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pronae) do país. O piloto foi oficialmente encerrado em dezembro de 2015 e submetido a uma avaliação.
Os resultados foram apresentados a todos os parceiros envolvidos de 15 a 19 de fevereiro na capital Maputo.

O projeto piloto forneceu subsídios para o Programa Nacional de Alimentação Escolar de Moçambique. Foto: PMA/Arssalan Serra
O piloto foi implementado pelo Ministério da Educação e do Desenvolvimento Humano de Moçambique, Agência Brasileira de Cooperação (ABC), PMA em Moçambique, USAID Brasil, Universidade da Flórida e Centro de Excelência contra a Fome.
Diretores de distritos e províncias, assim como representantes dos parceiros do projeto, discutiram cada uma das recomendações do relatório de avaliação.
O objetivo dessas discussões foi empoderar todos os níveis de implementação e fazer uma análise crítica do piloto.
Os participantes forneceram subsídios para os próximos passos da implementação do Pronae. O ministro da Educação, Jorge Ferrão, afirmou que o Pronae é uma importante iniciativa e que os esforços feitos nos últimos anos devem continuar a ser constantemente aprimorados e expandidos.
Os representantes dos parceiros do projeto debateram sobre como atender as recomendações do relatório de avaliação. Eles estabeleceram uma série de recomendações e os próximos passos que serão compartilhados em breve.