Evento na Câmara dos Deputados contou com participação de parlamentares, representantes das Nações Unidas, do corpo diplomático e da sociedade civil, além da cantora e embaixadora da campanha da ONU “Livres & Iguais” e do UNICEF, Daniela Mercury, como convidada especial.

Empatia e descontração marcaram o evento no Congresso. Foto: Tiago Zenero/PNUD Brasil
O auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, converteu-se em palco onde a cantora e embaixadora da campanha da ONU “Livres & Iguais” soltou sua voz ora para cantar, ora para lembrar que “toda forma de amor vale a pena”. Daniela Mercury foi a convidada especial do XII Seminário LGBT do Congresso Nacional, realizado nestas quarta (20) e quinta-feira (21).
Depois de emocionar os participantes do evento com o Hino Nacional cantado à capela, Daniela Mercury compôs a mesa e ouviu, ao lado da esposa Malu Verçosa, discursos em defesa dos direitos humanos e, principalmente, da população LGBT. O deputado federal Fábio Ramalho (PV-MG) foi o primeiro a falar. Para ele, “não é preciso ser integrante do segmento LGBT para saber das dificuldades que ele enfrenta”.
O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) reforçou a mensagem-chave do seminário: “Nosso compromisso é enfrentar o ódio com o sentimento da empatia”. No mesmo tom, a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) defendeu, em seu discurso, “uma sociedade onde cada um possa viver na sua humanidade”.
O coordenador residente do Sistema ONU e representante do PNUD no Brasil, Jorge Chediek, destacou que “a população LGBT tem sido vítima constante das mais diversas formas de violência” e lembrou que “atualmente, 78 países criminalizam atos homossexuais consentidos entre pessoas adultas do mesmo sexo”.
Lembrou, então, o que chamou de “alma da ONU”: a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, um marco para a Organização, que neste ano completa 70 anos de criação. “Em seu artigo 1º, a Declaração afirma que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”, afirmou Chediek. E reforçou: “Todos!”

Na abertura do evento, tiveram destaque temas como mensagem de empatia, rompimento da cultura ao ódio e combate ao preconceito. O seminário continua durante todo o dia de hoje. Foto: Tiago Zenero/PNUD Brasil.
Chediek destacou o compromisso das Nações Unidas com a não discriminação da população LGBT, especialmente por meio de campanhas como “Livres & Iguais” e “Zero Discriminação”. Salientou, ainda, que as Nações Unidas reconhecem a união matrimonial de todos os seus funcionários, independentemente do país onde trabalhem, de sua orientação sexual e identidade de gênero.
O coordenador da ONU Brasil alertou ainda para o fato de que o preconceito e a discriminação comprometem o acesso das populações LGBT aos serviços de saúde, especificamente quando se trata de prevenção, cuidados e tratamento para o HIV.
Após os depoimentos dos representantes da sociedade civil, Rogério e Weykman Koschek, que relataram sua experiência em uma relação homoafetiva estável e sua experiência de adoção de crianças, Daniela Mercury voltou ao microfone para encerrar o encontro com palavras de estímulo à paz e ao respeito à diversidade, entre as quais intercalou breves depoimentos de outros participantes e trechos de várias canções. O público cantou junto e aplaudiu a cantora.