Em Brasília, evento discute papel das indústrias extrativas na elaboração da agenda pós-2015 da ONU

Ems 11 e 12 de setembro, o diálogo entre o setor extrativo e o desenvolvimento sustentável será aprofundado, em um evento do PNUD e do Ministério de Minas e Energia.

Indústrias extrativas têm importante papel na agenda pós-2015. Foto: EBC

Com a ampliação de projetos de mineração e de extração de petróleo e gás, quais práticas podem ser adotadas para o crescimento inclusivo e o desenvolvimento humano nos municípios? Como pensar em uma agenda de desenvolvimento pós-2015? Estas questões pautaram a oficina Desenvolvimento Local e Indústrias Extrativas, que aconteceu nesta quinta-feira (22) durante a Arena da Participação Social.

A oficina abriu espaço para o compartilhamento de experiências focadas no desenvolvimento comunitário. Além da oficial de programa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) Ieva Lazareviciute, participaram da oficina Aislan Greca (Programa Petrobras Agenda 21), Ana Cláudia Gesteira (Eletrobrás/ Furnas), Ana Paula Bonimani (Instituto Votorantim), Edson Mello (Ministério de Minas e Energia), Sérgio Andrade (Agenda Pública). Eles tiveram a oportunidade de apresentar as ações executadas em municípios brasileiros, além de expor os desafios, as lições aprendidas e as perspectivas em relação à temática abordada.

Durante a oficina, Ieva apresentou o projeto desenvolvido em Canaã dos Carajás (PA) pelo PNUD em parceria com a Fundação Vale, que utiliza a metodologia CapaCidades. Para Ieva, a oficina representou uma oportunidade para iniciar um diálogo sobre o papel das indústrias extrativas na elaboração de uma agenda pós-2015. “Acredito que esse é o começo de uma conversa importante. Nos dias 11 e 12 de setembro, o diálogo entre o setor extrativo e o desenvolvimento sustentável será aprofundado, em um evento promovido pelo PNUD e pelo Ministério de Minas e Energia”, ressaltou Ieva.

Para o coordenador do programa Petrobras Agenda 21 quando ocorre o fortalecimento municipal, a comunidade entende o papel de cada setor. “Com esse trabalho, as comunidades reconhecem a função dos governos e das indústrias extrativas e de que forma essas empresas podem contribuir para o crescimento do território. Além disso, as pessoas passam a se enxergar como cidadãos, podendo alterar o contexto em que estão inseridas”, destacou Greca.

Um dos resultados da oficina será a produção de um relatório com as experiências compartilhadas e os desafios das indústrias extrativas para a elaboração de agenda de desenvolvimento pós-2015.