Em conferência de segurança em Munique, chefe da ONU pede apoio a ‘diplomacia pela paz’

Destacando os desafios complexos e interligados enfrentados pela comunidade global, sobretudo para as pessoas mais vulneráveis, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou a um reforço da diplomacia preventiva e dos esforços de mediação, bem como uma estratégia para abordar as causas profundas dos conflitos no mundo.

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Violaine Martin

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Violaine Martin

Destacando os desafios complexos e interligados enfrentados pela comunidade global, sobretudo para as pessoas mais vulneráveis, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou a um reforço da diplomacia preventiva e dos esforços de mediação, bem como uma estratégia para abordar as causas profundas dos conflitos no mundo.

“Há coisas que são óbvias: o alinhamento do desenvolvimento sustentável e inclusivo com a agenda de paz sustentável”, disse Guterres à Conferência de Segurança de Munique na semana passada (18), observando também sua importância na prevenção de conflitos.

Ele também chamou a atenção para a necessidade de abordar a fragilidade dos Estados e o apoio a estes países, suas instituições e sociedade civil para que se fortaleçam e ajudem os governos a não se envolverem em conflitos.

Observando a centralidade das mudanças climáticas e da pressão sobre os recursos no aumento da probabilidade de conflitos e de dramáticas crises humanitárias, Guterres exortou a comunidade internacional a apoiar o Acordo de Paris sobre as mudanças do clima, especialmente na África.

“Para mim, uma condição-chave para enfrentá-la é a combinação de educação e capacitação de mulheres e meninas”, disse. “Esta é provavelmente a melhor maneira de lidar com os problemas de crescimento populacional excessivo que está impactando dramaticamente algumas partes do mundo.”

Além disso, o chefe da ONU ressaltou a necessidade de fortalecer o multilateralismo global e a necessidade de uma reforma ágil para aumentar a confiança e a capacidade das instituições multilaterais de responder melhor aos desafios globais, atendendo às expectativas dos povos do mundo.

Nas Nações Unidas, o secretário-geral observou que a Organização se empenhou em reformar sua estratégia de paz e segurança, sua configuração e arquitetura operacional; seu sistema de desenvolvimento; e sua gestão.