Em conversa com o presidente do Iêmen, chefe da ONU manifesta preocupação com piora de conflito

Com o país entrando em sua décima semana de conflito, cerca de 2 mil pessoas foram mortas e 8 mil feridas até agora, além de milhões em necessidade humanitária urgente.

Os restos de escola em Sanaa, capital do Iêmen, após ser fortemente danificadas durante um ataque aéreo que atingiu o prédio ao lado. Foto: UNICEF / Mohammed Mahmoud

Os restos de escola em Sanaa, capital do Iêmen, após ser fortemente danificadas durante um ataque aéreo que atingiu o prédio ao lado. Foto: UNICEF / Mohammed Mahmoud

O secretário-geral da ONU expressou sua preocupação com a escalada dos combates terrestres e de ataques aéreos no Iêmen, desde o fim da pausa humanitária, e reiterou sua convicção de que não a solução militar não é uma saída para o conflito, em uma conversa pelo telefone com o presidente do país Abdrabuh Mansour Hadi Mansour.

Em sua conversa por telefone com a presidente Hadi, o secretário-geral lembrou que ele havia pedido a seu enviado especial para o Iêmen, Ismail Ould Cheikh Ahmed, esforços redobrados para uma consulta em Genebra com o governo iemenita, grupos políticos e países da região na primeira oportunidade possível, já que as que estavam originalmente agendadas para esta quinta-feira (28) foram adiadas até novo aviso.

A violência no Iêmen continua a ressoar em meio a um agravamento da crise humanitária e apesar das tentativas amplamente apoiadas pela ONU para facilitar o diálogo entre as partes interessadas nacionais e regionais. Na quarta-feira (27), a Organização Mundial da Saúde (OMS), confirmou que, com o Iêmen entrando em sua décima semana de conflito, cerca de 2 mil pessoas foram mortas e 8 mil feridas até agora, além de milhões em necessidade humanitária.

“Quase 8,6 milhões de pessoas precisam urgentemente de ajuda médica”, disse em comunicado a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. “A OMS foi capaz de despachar quase 48 toneladas de remédios no país durante o cessar-fogo de cinco dias no início deste mês, atendendo a cerca de 400 mil pessoas. Isso é imensamente insuficiente – e as pessoas continuam a sofrer não só de lesões relacionadas com a guerra, mas da incapacidade de obter tratamento básico para as condições de saúde mais comuns ou obter assistência obstétrica durante o parto”.