No Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e a Paz, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, afirmou que o esporte pode ser motor para a igualdade, especialmente de gênero, e para a inclusão dos menos favorecidos.

Esporte e atividades físicas podem ajudar na inclusão social, disse a diretora-geral da UNESCO. Foto: Flickr/ Amanda Oliveira/GOVBA (CC)
No Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e a Paz, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, afirmou que o esporte pode ser motor para a igualdade, especialmente de gênero, e para a inclusão dos menos favorecidos.
“O esporte é uma paixão compartilhada por mulheres e homens em todo o mundo. É uma força para o bem-estar físico e para o empoderamento social. É um motor para a igualdade, especialmente de gênero, para a inclusão de todos, especialmente os mais desfavorecidos”, declarou em mensagem para a data.
“Não existe uma plataforma mais poderosa do que o esporte para alimentar os valores que todos nós compartilhamos – solidariedade, responsabilidade, respeito, honestidade, trabalho em equipe, igualdade, motivação e autoestima. O esporte é uma forma de incluir todas as pessoas, inclusive refugiados e migrantes, combater os estereótipos e fortalecer as fundações da paz em sociedades saudáveis.”
Segundo Bokova, enquanto o mundo avança na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, é necessário apoiar o esporte para não deixar ninguém para trás. De acordo com ela, esse é o espírito que orienta a Carta Internacional da Educação Física, a Atividade Física e o Esporte, para garantir respeito ao direito fundamental ao esporte para todas as mulheres e todos os homens, sem discriminação.
“Esse mesmo espírito inspira o trabalho de voluntários em todo o mundo, dedicados a apoiar o esporte para o desenvolvimento e a paz, cujo trabalho homenageamos hoje”, disse.
Estima-se que a inatividade física cause 3,2 milhões de mortes por ano. Nesse contexto, a UNESCO uniu forças com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para combater os estilos de vida sedentários, a começar por uma educação física na escola que seja inclusiva, igualitária e de qualidade.
“Isso exige novos compromissos e recursos de todos os atores — para garantir políticas públicas, especialmente nos campos de saúde, educação, planejamento urbano, infraestrutura e transporte, assim como o trabalho com o setor privado no desenvolvimento de leis, regulamentos e planos nacionais para o esporte”, disse.
Esse é o objetivo da 6ª Conferência Internacional de Ministros e Altos Funcionários Responsáveis pela Educação Física e o Esporte (MINEPS VI), organizada pela UNESCO em parceria com a Federação Russa, que será realizada em Kazan, de 13 a 15 de julho de 2017, lembrou.
“Nós devemos catalisar ações efetivas onde for necessário. Devemos todos nos mobilizar para tornar o esporte para todos uma realidade — isso nunca foi tão essencial”, concluiu.