Às vésperas do Dia Mundial de Zero Discriminação, celebrado em 1º de março, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) chama cidadãos de todos os países a se posicionar por uma sociedade mais justa e igualitária. Para lembrar a data, a agência da ONU realiza uma campanha de conscientização em que mostra como o preconceito pode estar presente em situações cotidianas.
Através de artes com casos hipotéticos, o organismo internacional desafia as pessoas a se colocar em um determinado contexto e a pensar em como reagiriam se isso acontecesse com elas.

UNAIDS confronta pessoas com situações hipotéticas para suscitar reflexões sobre discriminação. Imagem: UNAIDS
Às vésperas do Dia Mundial de Zero Discriminação, celebrado em 1º de março, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) chama cidadãos de todos os países a se posicionar por uma sociedade mais justa e igualitária. Para lembrar a data, a agência da ONU realiza uma campanha de conscientização em que mostra como o preconceito pode estar presente em situações cotidianas.
Através de artes com casos hipotéticos, o organismo internacional desafia as pessoas a se colocar em um determinado contexto e a pensar em como reagiriam se isso acontecesse com elas. O UNAIDS faz questionamentos sobre quais atitudes indivíduos tomariam.
Os materiais podem ser compartilhados com amigos, familiares e seguidores em geral por qualquer usuário das redes sociais. É possível encontrar mais artes no Flickr do UNAIDS Brasil — acesse clicando aqui.
Para o UNAIDS, a discriminação não desaparecerá sem que as pessoas enfrentem ativamente a ignorância, assim como as práticas e crenças que a alimentam. “Todos podemos desafiar a discriminação e divulgar o conhecimento”, defende a campanha.
Com a iniciativa, a agência da ONU reafirma que ninguém deve ser discriminado por causa de sua idade, gênero, orientação sexual, deficiência, raça, etnia, idioma, saúde, incluindo o estado sorológico positivo para o HIV, localização geográfica, situação econômica ou migratória — ou por qualquer outro motivo.
“Não alcançaremos nossa visão para a saúde ou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável se não enfrentarmos a discriminação”, disse o diretor-executivo do UNAIDS, Michel Sidibé, por ocasião do lançamento da campanha.
O organismo internacional também preparou um livreto informativo com depoimentos reais de pessoas que sofrem discriminação. A publicação traz dez sugestões para países contribuírem com a construção de sociedades livres de preconceito.
Entre as recomendações, estão a garantia da educação gratuita em todos os níveis para todas a pessoas; o fim das desigualdades de gênero; a eliminação da discriminação nos locais de trabalho contra profissionais lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transgênero e intersexo; e a anulação de leis punitivas que tenham resultados negativos para a saúde.
O documento foi traduzido para o português e pode ser acessado gratuitamente em meio online — leia a cartilha clicando aqui.
A publicação também divulga cinco atitudes que qualquer pessoa tomar para enfrentar o preconceito: tratar as pessoas com respeito e não discriminar; defender os direitos das pessoas deixadas para trás, como profissionais do sexo, pessoas que usam drogas, homens gays e outros homens que fazem sexo com homens, travestis e transexuais, mulheres, meninas e migrantes; denunciar a discriminação pelas redes sociais e outras plataformas; escrever para parlamentares cobrando reformas de leis discriminatórias; e pressionar o governo, lembrando que ele tem a obrigação, nos termos do direito internacional de direitos humanos, de garantir o exercício de todos os direitos humanos por todos os cidadãos.
A equipe do UNAIDS no Brasil convida todos os interessados a acompanhar a campanha e conhecer o Programa nas páginas da agência no Facebook, Twitter e Instagram.
Para conhecer a Agenda para Zero Discriminação nos Serviços de Saúde, elaborada pelo UNAIDS, clique aqui.
Painel sobre HIV e direitos humanos comemora Dia Mundial
A importância de enfrentar o estigma e a discriminação para acabar com a epidemia de AIDS até 2030 foi o tema de um painel para marcar a data.
Representantes do UNAIDS, do Brasil, da Índia, do Malawi e da Rede Global de Pessoas Vivendo com HIV (GNP+) destacaram práticas e fizeram chamados à ação e à liderança para proteção e promoção dos direitos humanos relacionados ao HIV.
O diretor-executivo do UNAIDS, Michel Sidibé, pediu esforços globais para abordar as barreiras, a discriminação e as desigualdades de gênero relacionadas ao HIV, que continuam deixando milhões de pessoas para trás. Ele apontou ferramentas e mecanismos de direitos humanos disponíveis, conforme destacado em uma edição especial da Revista de Saúde e Direitos Humanos sobre HIV e Direitos Humanos lançada no início de março.
Deus Gumba, presidente parlamentar do Malauí sobre HIV/AIDS e Nutrição, falou sobre a experiência do país africano no trabalho com as partes envolvidas para desenvolver uma lei progressista sobre HIV e AIDS em 2017.
Rajiv K. Chander, representante permanente da Índia nas Nações Unidas em Genebra, expressou a dedicação da Índia em promover zero discriminação na resposta ao HIV. Ele enfatizou a liderança da Índia ao garantir tratamento acessível ao HIV e a adoção de leis que proíbem a discriminação contra pessoas vivendo com HIV. Saiba mais sobre esse encontro clicando aqui.